Crescimento do ingresso feminino em cargos executivos na RMPA

Os indicadores do mercado de trabalho da Região Metropolitana de Porto Alegre (RMPA) revelam alguns avanços importantes da inserção feminina no espaço laboral. Realidades diversas de engajamento no mercado de trabalho para homens e mulheres podem ser evidenciadas no nível ocupacional e na taxa de desemprego, geralmente menos favoráveis para as mulheres. Ao se compararem os dados do período 2005-13, observa-se que, após 2008, a pequena variação da taxa de participação, para homens e mulheres, se dá em conjunto com a redução da taxa de desemprego mais acentuada para as mulheres do que para os homens.

Entre 2008 e 2013, o contingente de mulheres desempregadas reduziu-se 45,9%, enquanto o masculino se reduziu 36,4%. Entre os ocupados, o crescimento feminino foi um pouco maior que o masculino nesse período (8,1% entre as mulheres e 5,3% entre os homens), e essa evolução também contribuiu para aumentar a parcela relativa da ocupação feminina, a qual passou de 45,1% em 2008 para 45,7% em 2013. Outro indicador promissor para as mulheres foi a redução de 6,4 pontos percentuais na taxa de desemprego, período em que a redução na taxa masculina foi menor, de 3,4 pontos percentuais.

Dentro desse contexto mais favorável às mulheres, é possível observar-se que elas estão vencendo barreiras impostas pela sociedade — maiores dificuldades de ascensão na carreira e salários mais baixos —, aumentando, assim, o seu ingresso em posições de maior destaque profissional. Nesse sentido, destacam-se as mulheres executivas, que são vistas como pioneiras e adaptam a vida doméstica para dar conta da carreira, mesmo com a existência de fortes barreiras a essa incorporação. Ao analisar-se o segmento dos ocupados em nível gerencial, entre aqueles que têm pelo menos ensino médio completo, constata-se crescimento expressivo da participação das mulheres em cargos executivos. Entre 2008 e 2013, houve um aumento de, aproximadamente, 20% de mulheres nessa situação, ao mesmo tempo em que a ocupação masculinaapresentou variação negativa de 1,6% no mesmo período. Tais resultados, além de evidenciarem a redução do hiato de gênero, corroboram o desempenho mais favorável dos indicadores no mercado de trabalho para as mulheres na RMPA, em especial nos anos recentes.

Crescimento do ingresso feminino

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