Crescimento do emprego formal surpreende

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) apurou, nos 12 meses encerrados em novembro, crescimento de 3,03% do emprego formal no País — percentual muito superior a qualquer estimativa para a variação do PIB em 2003. Em sua home-page, o MTE não esconde a perplexidade com o resultado.

No Rio Grande do Sul, considerando o desempenho positivamente diferenciado do PIB (elevação de 4,7% em 2003), poder-se-ia esperar que o mercado de trabalho tivesse também se destacado. Desta vez, a surpresa vem em sentido contrário: o número de postos formais cresceu um pouco menos do que no Brasil (2,88%), no período.

Do saldo de 49,5 mil empregos gerados no Estado, mais de 60% concentraram-se nos serviços e no comércio, embora o Setor Terciário tenha sido o agregado com mais discreta elevação no PIB gaúcho (1,7%). A agropecuária, que “puxou” a economia (variação de 18,5%), confirma sua feição informal: embora o emprego tenha tido significativo crescimento percentual (6,29%), menos de 10% (4,1 mil) dos postos formais criados no Estado foram primários.

O contingente da indústria de transformação aumentou 2,12% (12,4 mil postos). A indústria mecânica, dentre 26 subsetores de atividade, obteve o melhor resultado relativo (8,29%), seguida pela agropecuária e pelo comércio atacadista (6,11%). Dos 12 subsetores industriais, em apenas dois (papel, papelão, editorial e gráfica; e material elétrico), houve retração no emprego. As maiores variações absolutas no emprego industrial ocorreram na mecânica (3,7 mil postos), em alimentos e bebidas (3,5 mil) e na metalurgia (2,3 mil).

Crescimento do emprego formal surpreende

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