Cresceu a proporção de mulheres entre os desempregados

Segundo a Pesquisa de Emprego e Desemprego realizada na Região Metropolitana de Porto Alegre, no período 2000-08, aumentou expressivamente a proporção de mulheres no contingente de desempregados. Em 2000, do total dos desempregados na Região, 52,7% eram do sexo feminino, chegando a 58,1% em 2008.

A evolução da taxa de desemprego observada entre 2000 e 2008 apresentou, entretanto, uma trajetória de queda para ambos os sexos. A taxa de desemprego das mulheres passou de 19,6% para os atuais 13,9%, e a dos homens retraiu de 14,2% para 8,8%.

A taxa de desemprego masculino registrou uma retração,
no período, de 38%, enquanto a taxa do grupo feminino sofreu uma variação negativa menor, de 29%, que, por conseguinte, acentuou a proporção de mulheres no desemprego. Esse aumento da proporção de mulheres entre os desempregados deveu-se também ao incremento da taxa de participação feminina (PEA/PIA), que cresceu de 49,7% em 2000 para 51,4% em 2008 (a participação masculina sofreu decréscimo de 69,2% para 66,9% no período).

Saliente-se, ainda, que essa desvantagem das mulheres em sua inserção no mercado de trabalho é também constatada quando se observa cada ano da série estatística da PED: as taxas de desemprego feminino, invariavelmente, mantiveram-se superiores às taxas masculinas na comparação ano a ano, atingindo, em 2003, o patamar de 20,2%, enquanto o desemprego masculino atingiu sua maior taxa no ano 2000, com 14,2%.

Cresceu a proporção de mulheres entre os desempregados

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