Copenhague: a esperança perdida!

Com os resultados pífios do acordo de Copenhague, o comprometimento dos governos em reduzir as causas das mudanças climáticas foi lançado para o futuro. Frustrou-se, assim, a esperança de que, com a urgência necessária, se faria todo o esforço possível para reduzir os efeitos perversos do aquecimento global. Diante da aceleração que se tem observado da concentração de CO2 na atmosfera, da elevação do nível dos oceanos e do degelo das glaciais e do Ártico – o que tem levado cientistas do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) a prognosticarem que o aumento da temperatura média do Planeta ultrapassará aos 2ºC bem antes de 2100 -, a COP15, ao deliberar um acordo fraco, sem consenso, sem unanimidade, sem compromissos, põe-nos diante do risco de eventos extremos de secas, enchentes, ondas de calor e de frio, furacões e tempestades, migrações em massa e aumento de casos de doenças tropicais.

Foi esquecido que o que está em jogo é a salvação da vida no Planeta.

Os resultados levam a crer que os líderes dos países desenvolvidos põem na tecnologia, como se fosse uma varinha de condão embalada pelo capital, o poder mágico para salvar o ambiente, a humanidade e o capital: imensa fonte de novos lucros e sutil poder para comprar almas com água e pão.

O tempo passa célere; ao ignorar as advertências dos cientistas, Copenhague lança o mundo na mais obscura incerteza.

Copenhague a esperança perdida!

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