Cop 16 — adiando soluções

A 16ª Conferência das Partes da Convenção Sobre Mudanças Climáticas da ONU (Cop 16, na sigla em inglês) apresentou avanços em relação à Cop 15, ao instituir um fundo verde no valor de US$ 100 bilhões por ano para países pobres e reforçar mecanismos de redução de desmatamento e degradação ambiental, avanços modestos no sentido de reverter a crescente concentração de CO2 na atmosfera e minorar seus efeitos a médio e longo prazos. Apesar da estabilização em alguns países desenvolvidos, causada, em muitos casos, mais pelo efeito da crise financeira que os abalou do que por ações efetivas, esses continuam gerando gás carbônico em quantidades muito superiores à capacidade de absorção da natureza. Acresce-se a esse fato a explosiva geração de CO2 proveniente do crescimento econômico dos países em desenvolvimento. Espera-se que, até 2012, quando se esgota o Protocolo de Quioto — e ressalte-se que países como o Japão, Rússia e Canadá não aceitam um segundo período —, os líderes mundiais cheguem a um acordo que reverta o acúmulo dos gases de efeito estufa. Caso contrário, torna-se cada vez mais difícil conseguir-se, até o fim do século, limitar o aumento médio da temperatura da Terra aos “seguros” 2°C tão propalados pelos cientistas, evitando, assim, maiores desastres ambientais com sérias consequências para a vida do Planeta.

Cop 16 — adiando soluções

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