Brasil alcança limite da capacidade de armazenagem

Nos últimos anos, o Brasil exibe colheitas cada vez mais abundantes. Os resultados recordes nas mais recentes safras de grãos vêm agravando as dificuldades de movimentação e armazenagem desses produtos. A falta e a inadequação de unidades armazenadoras têm provocado o aumento das perdas pós-colheitas. Isso pode induzir à queda nos preços recebidos pelo produtor, devido à necessidade de imediata comercialização, impedindo a obtenção de maiores ganhos com a entressafra.

No gráfico comparativo entre a produção e a capacidade estática de armazenagem no Brasil para as últimas seis safras de grãos (arroz, milho, feijão, soja, sorgo e trigo), os dados revelam uma tênue diferença entre os volumes produzidos e a capacidade de estocagem, apontando um provável esgotamento da capacidade de armazenagem.

Outro fator não menos importante, dado o crescimento da produção de mercadorias não tradicionais (transgênicos ou novos grãos, como canola, milheto, triticale), refere-se à necessidade imediata de separação e estocagem desses produtos em armazéns específicos, ainda não convenientemente construídos. Cabe lembrar que o Brasil ocupa o segundo lugar em área cultivada (25 milhões de hectares) com organismos geneticamente modificados, atrás somente dos EUA (67 milhões de hectares), segundo o Serviço Internacional Para Aquisição de Aplicações Agrobiotecnológicas (ISAAA).

Brasil alcança limite da capacidade de armazenagem

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