Biocombustíveis, uma porta que se abre dentro do poderoso mundo do petróleo

O Presidente da Petrobrás, em entrevista concedida ao jornal O Globo, em junho de 2009, disse que o Brasil saltará dos atuais 2,4 milhões de barris por dia para 5,7 milhões de barris por dia até 2020. Tal expansão significa pesados investimentos para atender à exploração do Pré-sal, inclusive em novas refinarias, com perfil para produzir proporcionalmente mais diesel, GLP, querosene de aviação, dentre outros, e menos gasolina, que sofre com o crescimento da demanda interna do álcool hidratado, em função da preferência constatada por veículos flex, 6,1% ao ano, muito acima da média da demanda total (3,6% ao ano para o período de 2020-30), em substituição à gasolina, cujo desempenho estará abaixo da média.

A Petrobrás, por seu turno, aumentará sua demanda por biocombustíveis, ao processar o H-Bio, com crescimento de 6,6% ao ano no período, que é uma mistura de diesel de petróleo e óleos vegetais em suas refinarias, além do biodiesel, com crescimento esperado para 7,9% ao ano, que é outra mistura, preparada a partir de óleos vegetais, fora das refinarias, com o diesel de petróleo, que terá um desempenho abaixo da média.

Assim, esses biocombustíveis terão impacto crescente na demanda interna da matriz energética brasileira em 2010-30.

Por outro lado, o Brasil aposta na crescente participação do petróleo e dos biocombustíveis na composição de sua oferta de energia, gerando um excedente, o que sinaliza uma porta aberta para o mercado interno em grande expansão e outra para o promissor mercado externo.

Biocombustíveis, uma porta que se abre dentro do poderoso mundo do petróleo

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