Avanço lento do RS para atingir as metas de saneamento da ONU

De acordo com o Censo 2010, na comparação entre Brasil e Rio Grande do Sul, o Brasil apresenta um resultado melhor do que o RS na coleta do esgoto cloacal. No País, 54,9% dos domicílios estão ligados à rede de esgoto ou pluvial, enquanto, no RS, são apenas 48,1%.

O RS tem indicadores melhores no abastecimento de água e na coleta de lixo. Os domicílios ligados à rede de água no Brasil alcançam 82,9%, enquanto esse percentual, no RS, é de 85,3%. O percentual do lixo coletado diretamente é de 80,2% no Brasil, enquanto no RS é de 86,1%.

Esses resultados, quando inseridos na plataforma das metas dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) até 2015, revelam a probabilidade de não se alcançar a meta, dado o avanço lento para a coleta de esgoto tanto no Brasil como no RS. No abastecimento de água, a meta foi alcançada para o Brasil e está a caminho para o RS; no tocante à coleta de lixo, tanto no Brasil como no RS a situação é de alcançada.

O limite da pesquisa não permite avaliar a falta de água em alguns municípios e a qualidade da água distribuída. Da mesma forma, os dados coletados não separam o esgoto cloacal do pluvial, assim como não captam os tratamentos necessários. No tocante ao lixo, não há pesquisa quanto à destinação final.

Finalmente, sabendo-se que a despesa federal com saneamento como proporção do PIB tem crescido ao longo dos anos, mas sempre em níveis muito baixos, conclui-se que é necessário um incremento bem maior para se atingir a meta final de universalização desses serviços.

Avanço lento do RS para atingir as metas de saneamento da ONU

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