Aumenta a formalização do mercado de trabalho na RMPA

A economia do Rio Grande do Sul apresentou retração de 4,8% em 2005, tendo o setor agropecuário como destaque negativo (-15,2%), seguido da indústria (-4,8%) e de serviços (-0,5%). Contudo a queda do produto gaúcho não levou o mercado de trabalho da Região Metropolitana de Porto Alegre (RMPA) a um desempenho negativo. Ao contrário, no transcorrer de 2005, a Pesquisa de Emprego e Desemprego na RMPA detectou aumento do nível ocupacional, queda da taxa de desemprego e evolução positiva do rendimento médio real dos ocupados da Região.

Em relação ao nível de ocupação, verificou-se crescimento médio de 3,3%, representando um saldo de 49 mil pessoas ocupadas, sendo o melhor desempenho desde 2001. O contingente de ocupados ficou estimado em 1.569 mil pessoas. Ainda no que se refere ao comportamento da ocupação, um aspecto que merece ser destacado é o que diz respeito às formas de inserção das pessoas no mercado de trabalho. Como é sabido, uma das características do mercado de trabalho brasileiro durante a década de 90 foi a acentuada deterioração havida na qualidade dos vínculos, com crescimento da participação das formas de inserção precárias: assalariados sem carteira de trabalho assinada e trabalhadores autônomos. Porém, nos últimos dois anos, vem-se verificando, na RMPA, aumento da participação dos assalariados com registro em carteira no total dos ocupados. Especialmente no ano de 2005, observou-se que praticamente a totalidade da expansão da ocupação se deu pelos empregos formais, notadamente o assalariamento com carteira, que respondeu pela criação de 57 mil ocupações no ano passado. No sentido oposto, o número de assalariados sem registro em carteira experimentou queda ao longo de 2005, chegando a uma variação negativa de 4,7%.

Como mostra o gráfico, depois de os empregos com carteira registrarem aceleração de sua taxa mensal de crescimento entre janeiro e março e entre junho e setembro — atingindo, no último mês, a maior participação percentual (47,3%) desde janeiro de 1994 —, no quarto trimestre de 2005, houve uma quebra dessa tendência, passando a apresentarem variações negativas, o que, contudo, foi compensado, em parte, por um aumento do número de vínculos sem carteira.

Setorialmente, o balanço entre a criação e a destruição de ocupações formais e informais foi o seguinte: a indústria foi responsável pelo saldo positivo de 24 mil empregos com registro em carteira e eliminou 3 mil postos entre assalariados sem registro em carteira e autônomos; o comércio criou 11 mil empregos formais e 2 mil informais; e o setor serviços criou 25 mil empregos formais.

Aumenta a formalização do mercado de trabalho na RMPA

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