As exportações do RS para o Mercosul

Após a séria crise enfrentada pelo Mercosul até 2002, ano de pior performance das vendas gaúchas para os países parceiros do bloco, verificam-se taxas de crescimento das exportações estaduais para os países-membros bem maiores do que as verificadas para o total exportado pelo Estado. Analisando-se as vendas externas do RS, de janeiro a abril, nos últimos três anos, observa-se um incremento de 80,9% em 2004, em relação a 2003, e de 20,9% em 2005, comparado com 2004. Esse resultado foi influenciado pelas vendas para a Argentina, que vêm absorvendo quase dois terços do valor embarcado para o bloco (nos mesmos períodos, as exportações totais do RS cresceram 35,7% e 6,8% respectivamente). Como decorrência, a representatividade do Mercosul nas exportações totais passou de 9,7% para 14,6%, quando se comparam os primeiros quatro meses de 2003 e 2005.

As exportações para os países vizinhos estão concentradas em quatro capítulos, que participaram com mais de 60% do valor embarcado. No Capítulo 84, destacam-se as vendas de máquinas agrícolas e de motores diesel e semidiesel, e seu decréscimo, em 2005, deve-se à redução do valor exportado de colheitadeiras e de ceifeiras debulhadoras para a Argentina. Já o Capítulo 39 contribui, principalmente, com as vendas de polímeros de etileno e de propileno, ambos em formas primárias, enquanto, no Capítulo 29, distinguem-se os hidrocarbonetos, sendo que esses dois capítulos denotaram elevadas taxas de crescimento, de 73,4% e 131,2%, respectivamente, de janeiro a abril de 2005 em relação ao mesmo quadrimestre do ano anterior. E, no Capítulo 87, salientam-se as exportações de tratores e de carrocerias no primeiro quadrimestre deste ano.

As exportações do RS para o Mercosul

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