As contas públicas do Governo Federal em 2006

Em 2006, o Governo Federal seguiu uma política fiscal semelhante à de anos anteriores: a de elevar receitas. Entre janeiro e novembro, as receitas cresceram 10,7% em relação ao mesmo período anterior; as do Tesouro nacional alcançaram R$ 384 bilhões, enquanto as da Previdência atingiram R$108 bilhões, representando aumentos de 10,2% e 12,5% respectivamente. A receita líquida total (excluindo as transferências a estados e municípios) superou em 10,8% a de 2005, devido, principalmente, à melhoria da arrecadação de tributos.

As despesas, porém, cresceram num ritmo maior ao das receitas no período observado, chegando a 13,3%, devido à elevação nos gastos com benefícios previdenciários (16,5 %), pessoal e encargos sociais (11,5%), custeio e capital (11,3%), dentre outros.

Em vista disso, o resultado da execução orçamentária (receita – despesa) mostrou queda do superávit primário de 2,5% em relação a 2005; esse superávit, em proporção ao PIB, que era de 3,99% no ano anterior, caiu para 3,55% em 2006.

As contas públicas do Governo Federal em 2006

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