Analfabetismo no Brasil e no Rio Grande do Sul

O artigo 214 da Constituição de 1988 determina a eliminação do analfabetismo no País, e o Plano Nacional de Educação (PNE, 2001) tem como meta erradicá-lo até 2010.

Entre 2001 e 2006, o Brasil teve uma pequena redução na taxa de analfabetismo — de 12,4% para 10,4%, ou seja, dois pontos percentuais nos últimos cinco anos. Em 2006, eram 14,39 milhões de brasileiros de 15 anos ou mais que não sabiam ler e escrever. No RS, em igual período, a taxa de analfabetismo passou de 6,2% para 5,2%, representando a metade da taxa nacional. Essa redução de um ponto percentual correspondeu a uma diminuição de 478.000 para 440.000 analfabetos.

O analfabetismo concentra-se na população com idade a partir de 40 anos, notadamente entre os idosos (60 anos ou mais). Nas duas faixas etárias superiores, estão 75,2% (10,81 milhões de pessoas) dos analfabetos brasileiros, enquanto, no RS, essa parcela representa 83,2% (366.000 pessoas) dos analfabetos.

A Carta de Conjuntura de abril de 2003 (ano 12, nº 4) apresentou a opinião das autoridades do então novo Governo Federal, que afirmavam ser possível erradicar o analfabetismo em quatro anos. Hoje, dada a permanência do analfabetismo entre a população brasileira, novas estratégias devem ser buscadas para atender tanto ao jovem como ao adulto analfabeto e, dessa forma, à meta do PNE.

Analfabetismo no Brasil e no Rio Grande do Sul

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