Água e esgoto no Rio Grande do Sul — 1991 e 2000

A taxa de atendimento por água tratada (nos padrões de potabilidade do Ministério da Saúde) dos domicílios urbanos do RS atingiu 87,12% em 2000, com uma evolução de 6,95% em relação a 1991. Ainda há 142 municípios, de pequeno porte, carentes de sistemas adequados, ou seja, com controle tecnológico de qualidade. Também é necessária a ampliação da fluoretação da água potável como prevenção às cáries dentárias, inclusive em alguns municípios que dispõem de água tratada.

Quanto à taxa de atendimento dos domicílios ligados à rede de coleta independente do esgoto cloacal, esta atingiu 17,07%, com um crescimento de apenas 2,86%. Isso significa que está ocorrendo contaminação das águas superficiais naturais por lançamentos de esgoto, incluindo a descarga em redes pluviais, passível de enquadramento na Lei nº 9.605, de 12.02.98, dos Crimes Ambientais. Para o atendimento da Lei, são necessários coleta em rede independente e encaminhamento para tratamento antes de lançar no meio ambiente. Dos 467 municípios gaúchos em 2000, 417 não tinham rede independente de coleta de esgoto cloacal; nos restantes, o atendimento era parcial, sendo que a maior taxa de atendimento nestes atingia pouco mais de 50%.

Investimentos em saneamento (água, esgoto e lixo) são preventivos no controle da mortalidade infantil e de diversas doenças disseminadas por veiculação hídrica e vetores, reduzindo gradativamente os custos de atendimento do SUS e propiciando maior proteção à saúde pública.

Água e esgoto no Rio Grande do Sul — 1991 e 2000

Compartilhe