A urgente necessidade da retomada do planejamento da RMPA

O planejamento metropolitano tem sido um tema ausente da agenda política nos últimos 30 anos. Nos anos 70, os problemas eram menores, e a população, a metade da atual. Mesmo assim, havia instituições e grupos de profissionais trabalhando com a questão metropolitana. Apesar dos muitos anos de baixo crescimento econômico, os problemas metropolitanos agravaram-se. Presentemente, com as perspectivas de expansão econômica, tais problemas (circulação, preço do solo, elevação dos custos urbanos, saneamento) tendem a ser potencializados, apontando uma piora da situação em geral.

Observe-se que aproximadamente a metade da produção industrial e da oferta dos serviços e mais de um terço da população estão concentrados em apenas 3,64% do território sul-rio-grandense. Esse padrão de aglomeração, excessivo sob muitos aspectos, exige um ordenamento mínimo, sob pena de se atingir o caos urbano metropolitano em prazo muito curto. Portanto, a retomada do planejamento impõe-se como um elemento mitigador dos efeitos perversos do crescimento espontâneo. O planejamento não deve ser visto como uma panacéia, mas como um instrumento útil para se evitar que grandes equívocos sejam cometidos.

A urgente necessidade da retomada do planejamento da RMPA

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