A situação do spread bancário no Brasil

Não obstante as medidas adotadas pelo Governo brasileiro e os avanços obtidos, nos últimos anos, no sentido de facilitar o acesso ao crédito e reduzir o seu custo, o spread bancário (diferencial entre as taxas de captação e as de aplicação) permanece elevado (o spread consolidado ficou em 27,8 pontos percentuais em setembro de 2006). Segundo o Relatório de Economia Bancária e Crédito de 2005, divulgado pelo Banco Central em agosto de 2006, grande parte do spread é constituída por inadimplência (33,97%), custos administrativos (21,56%), tributos e taxas (8,37%), depósitos compulsórios (7,00%) e resíduo líquido (19,80%), que é a margem de ganho dos bancos.

Com o objetivo de aumentar o poder de barganha dos clientes junto aos bancos e, assim, reduzir o juro e o spread bancário, o Governo anunciou, no início de setembro deste ano, um pacote de medidas, dentre as quais se destacam a criação obrigatória da conta-salário (sem tarifas bancárias nem CPMF) e a portabilidade do crédito (o cliente de um banco pode transferir um empréstimo que ainda não terminou de pagar para outro banco sem arcar com os custos de CPMF e IOF). As mesmas, apesar de terem sido recebidas com um certo ceticismo, parecem trazer avanços consideráveis para o relacionamento dos clientes com as instituições financeiras

A situação do spread bancário no Brasil

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