A rápida queda do saldo da balança comercial brasileira

Do lançamento do Plano Real a 2001, o desempenho da balança comercial brasileira foi precário. Por isso, mantiveram-se excessivos os déficits em transações correntes e as necessidades de financiamentos externos da economia. Como conseqüência, o País experimentou instabilidade e crises cambiais repetidas, o que foi decisivo para manter baixa a taxa média de crescimento da economia. A partir do segundo semestre de 2001, as exportações passaram a crescer mais rapidamente do que as importações. A balança comercial galgou superávits elevados e crescentes; a conta de transações correntes passou a ser superavitária. Dissipou-se o obstáculo externo para acelerar o crescimento. A melhora das contas externas, ao lado da vultosa entrada de capitais externos (em grande parte, atraídos pelas altas taxas de juros), causou uma tendência de valorização cambial, que, cada vez mais, tem estimulado as importações e onerado as exportações. A partir de 2006, o crescimento das importações acelerou-se mais e mais (ver tabela) e suplantou larga e persistentemente o das exportações. O saldo comercial tem caído com velocidade crescente. Em 2007, caiu 13,8% frente a 2006. A soma dos 12 meses encerrados em maio último apresentou queda de 32,4% frente a igual período anterior. Esses fatos levantam a pergunta: o câmbio flutuante induzirá um equilíbrio das contas externas propício ao crescimento, ou se está assistindo ao prenúncio de problemas já experimentados no passado?

A rápida queda do saldo da balança comercial brasileira

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