A nova matriz energética americana poderá gerar um novo ciclo de expansão?

O Governo Obama propõe: (a) até 2020, criar cinco milhões de empregos verdes, investindo US$150 bilhões, poupar petróleo em quantidade equivalente à importação do Oriente Médio e da Venezuela juntos e incrementar, estrategicamente, a produção doméstica de petróleo e gás; (b) contar, em 2015, com um milhão de carros elétricos híbridos, perfazendo 60km/l de combustível; (c) assegurar insumos renováveis para a geração de eletricidade – 10% para 2012 e 25% para 2025 -; (d) reduzir as emissões do efeito estufa, até 2050, em 80% do nível alcançado em 1990; e (e) tornar a América líder nas questões climáticas.

O orçamento para 2010 e o pacote em C&T reforçam a proposta (ver tabela).

Se a crise financeira marcar o fim de um grande ciclo produtivo, o da era do petróleo, poderá significar, também, o prenúncio de um novo grande ciclo de lucratividade de oportunidades em gestação. Nesse caso, o Governo e os setores financeiro e produtivo norte-americanos deverão fazer essas mudanças a partir de uma nova concepção da matriz energética, inicialmente por motivos de segurança, mas que poderão vir a atender às preocupações relativas às questões climáticas e ambientais.

O perfil mundial da nova matriz ainda é uma incógnita, embora a maioria dos centros de pesquisa apontem uma grande participação dos não-renováveis até 2030. Mas isso, antes do anúncio presidencial. É possível que os perfis sejam regionalizados, bem como a própria matriz de insumo-produto, que deverá acompanhar as novas imposições do novo modelo energético, quer em processos, quer em produto.

Finda a gestação, será iniciado um novo e promissor ciclo de desenvolvimento, resultante da percepção e da canaliza- ção de recursos em pesquisa, em meio à vitória política das novas idéias sobre as velhas, fazendo valer a destruição criadora como nunca se viu.

A nova matriz energética americana poderá gerar um novo ciclo de expansão

Compartilhe