A guerra pelos talentos e as desigualdades mundiais em P&D

Reconhecida como essencial para a superação do subdesenvolvimento, a Pesquisa & Desenvolvimento de novos produtos — e a adaptação dos antigos a novos usos — é fruto de uma interação dinâmica entre as universidades e as empresas. Não é de hoje que os talentos em pesquisa são internacionalmente disputados pelos principais países produtores de inovações. Sua atração dá-se a partir de estratégias voluntaristas que obedecem a um esforço continuado, o qual deixa pouco espaço aos azares do mercado.

Nesse contexto, os Estados Unidos destacam-se como o país que vem tradicionalmente apresentando os melhores resultados na atração de pesquisadores renomados. A Universidade de Warwick estimou que, dos 1.200 pesquisadores líderes em diferentes áreas científicas, 700 estão, hoje, trabalhando nesse país.

Um ambiente institucional adequado é essencial para a obtenção de bons resultados nesse domínio. Nos EUA, destaca-se a presença da National Science Foundation (NSF), que conta com recursos orçamentários que superam os US$ 5 bilhões, destinados ao financiamento de mais de 11.000 novos projetos anualmente. Essas oportunidades são complementares à atração exercida pelos campi universitários norte-americanos sobre estudantes e pesquisadores de diversas nacionalidades, como ilustra a tabela. Uma preocupação recente diz respeito aos efeitos que a política de concessão de vistos dos EUA em relação aos estrangeiros, adotada depois do 11 de setembro, possa vir a ter sobre essa importante dinâmica norte-americana de recrutamento de quadros científicos de excelência.

A guerra pelos talentos e as desigualdades mundiais em P&D

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