A fecundidade no Rio Grande do Sul e no Brasil

A taxa de fecundidade é um dos indicadores demográficos que mais influencia no crescimento e na estrutura etária de uma população. Apenas nos últimos 39 anos, essa taxa caiu 59%, passando de 5,11 filhos em 1960 para 2,12 em 1999, no Rio Grande do Sul. Já para o Brasil, a taxa caiu 63% no mesmo período, sendo que as quedas foram mais acentuadas para a população rural, fato este que ocorreu também no nosso estado.

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 1999 mostra que a fecundidade das mulheres gaúchas continua caindo, sendo estimada em 2,12 filhos, superando apenas as taxas do Rio de Janeiro, de Goiás e do Distrito Federal. A queda da fecundidade tem sido influenciada, dentre outros fatores, por um elevado uso de métodos anticoncepcionais, principalmente esterilização. De fato, os estados brasileiros com menores taxas de fecundidade em 1999 são os que apresentam um grande número de mulheres esterilizadas. Segundo o Suplemento Especial da PNAD de 1986, para o Rio Grande do Sul, 75,1% das mulheres de 15 a 44 anos eram usuárias de algum método anticoncepcional, e 18,2% delas eram esterilizadas. O nível mais alto de esterilização era das goianas, 70,6%, sendo elevado também para o Rio de Janeiro: 45,3%. Dados da Pesquisa Nacional sobre Demografia e Saúde de 1996 revelam que a esterilização desempenha um papel cada vez mais importante no controle da prole das brasileiras. Em 1996, dentre as mulheres brasileiras de 15 a 44 anos que estavam unidas maritalmente, 77,9% usavam algum método anticoncepcional, e 38,5% do total eram esterilizadas.

A fecundidade no Rio Grande do Sul e no Brasil

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