A evolução da expectativa de vida, por sexo, no Rio Grande do Sul

A Reforma da Previdência, atualmente em curso no Congresso Nacional, recoloca a questão da expectativa média de vida do cidadão brasileiro. Especificamente no caso da população gaúcha, houve um importante incremento dessa expectativa nos últimos 30 anos, passando de 66,6 anos no período 1971-73 para 73,4 anos em 1999-01. Entretanto, ao discriminar essa informação por sexo, verifica-se que a expectativa de vida masculina no Rio Grande do Sul, que já era menor do que a feminina no começo da década de 70, cresceu menos do que esta última no período.

Um dos fatores responsáveis pela mortalidade masculina em idades precoces são as chamadas causas externas (das quais 70% são agressões e acidentes de trânsito). Enquanto, em 2001, apenas 3,7% dos óbitos femininos decorreram dessas causas, 13,9% ou 5.365 óbitos masculinos ocorreram em função delas. Destes últimos, 2.805 aconteceram em grupos etários jovens — dos 15 aos 39 anos de idade —, representando 7,3% do total de óbitos masculinos. Esse perfil de mortalidade influenciou fortemente o resultado final da expectativa de vida para os homens gaúchos, a qual, na virada do milênio, ainda não alcançou a expectativa média de vida feminina do início dos anos 70.

A evolução da expectativa de vida, por sexo, no Rio Grande do Sul

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