A evasão escolar no ensino médio do RS

A Carta de Conjuntura FEE de outubro de 2001 apontava uma significativa expansão das matrículas do ensino médio no RS e constatava que, no ano 2000, 432 municípios, ou seja, 92,5% do total, ofereciam esse nível de ensino.

A explosão das matrículas no ensino médio foi absorvida na sua totalidade pelos estados. No caso do RS, em 1991, a dependência administrativa estadual atendia a 68% da matrícula total, enquanto o setor particular atendia a 26%. Em 2000, a rede estadual passou a atender a 82% da matrícula total, e a particular, a 15%, correspondendo a 396.032 e 72.819 alunos respectivamente.

Tomando-se a taxa de evasão como indicador de desempenho, contata-se uma tendência declinante em todas as dependências administrativas passando de 16,1% em 1991 para 11,35% em 2000.

Quando se compara a taxa de evasão estadual em relação à particular, verifica-se a precariedade da dependência estadual, pois esta apresentava uma taxa de 19,86% em 1991, enquanto a particular era de 7,02%, ou seja, quase um terço daquela. Em 2000, de cada 100 alunos da matrícula total no ensino médio estadual, 13 abandonavam a escola, e, no particular, não chegava a dois alunos.

O ensino médio brasileiro como um todo retém menos sua clientela em relação ao ensino fundamental. Uma das causas desse fenômeno é o fator socioeconômico, pois parte dos alunos aliam estudos com trabalho, preponderando a evasão nos cursos noturnos. Nessa situação, a evasão tende a continuar expressiva.

A evasão escolar no ensino médio do RS

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