A arrecadação federal cresce mesmo com a perda da CPMF

A previsão de arrecadação dos tributos do Governo Federal para 2008 era pessimista, em função da extinção da CPMF, no final de 2007. Para compensar essa possível perda, o Governo adotou algumas medidas, como a elevação das alíquotas do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF) e da Contribuição Social Sobre Lucro Líquido (CSLL), dentre outras.

Ao contrário do esperado, no acumulado até novembro de 2008, a receita administrada pelo Tesouro Nacional superou em 7,2% a realizada no mesmo período de 2007, em decorrência do bom desempenho de alguns impostos e contribuições. Destacaram-se, pelo volume arrecadado, a Contribuição Para Financiamento da Seguridade Social (Cofins), com incremento de 12,8%, refletindo a melhoria das importações e do faturamento das empresas; o Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ), com aumento de 18,4%; o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), com elevação de 14,9%, devido à expansão do emprego, dos salários e das rendas financeiras; a CSLL, com ampliação de 23,3%, pela elevação do faturamento de empresas; e, por fim, com crescimento de 149,5%, o IOF

A performance da arrecadação tributária de 2008, provavelmente, não se repetirá em 2009, tendo em vista a perspectiva de desaceleração da economia brasileira.

A arrecadação federal cresce mesmo com a perda da CPMF

Compartilhe