O emprego na construção civil: sustentando o crescimento

Beneficiado por políticas públicas de estímulo à economia — tais como a redução de alíquotas do IPI para produtos da construção civil, o aumento do financiamento habitacional, as obras de infraestrutura do PAC e o programa Minha Casa, Minha Vida —, o mercado de trabalho na construção civil, no Brasil, tem-se mostrado dinâmico nos anos recentes.

No período de fevereiro de 2011 a fevereiro de 2012, o emprego celetista na construção civil cresceu 8,1% no Brasil, contra os 4,7% do total do emprego e os 1,9% da indústria de transformação, aparecendo como o setor com o maior crescimento relativo, excetuando a extrativa mineral. No Rio Grande do Sul, observou-se um incremento um pouco maior (9,2%), ao passo que, na sua totalidade e na indústria de transformação, o emprego cresceu a taxas ligeiramente inferiores às do Brasil.

A forte desaceleração que atingiu o emprego formal nos dois primeiros meses de 2012 foi sentida com menor intensidade no setor. Em fevereiro, o número de postos criados na construção civil, no País, foi 9,4% inferior ao do mesmo mês de 2011, enquanto, no Estado, foi 28,2%. Já no total do emprego celetista e na indústria de transformação, essa redução foi muito mais acentuada — -56,6% no Brasil e -52,3% no RS, no primeiro caso; e -67,4% no Brasil e -41,6% no RS, no segundo. Soa compreensível que o empresariado da construção civil, destoando dos demais setores da indústria, se declare otimista com os rumos da economia (51ª Sondagem Nacional da Indústria da Construção).

O emprego na construção civil sustentando o crescimento

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