2002: a relação de troca entre agricultura e indústria

A evolução dos preços pagos e recebidos pelos produtores gaúchos dos principais grãos de verão tem sido favorável a estes nos dois últimos anos. Em 2002, mesmo com o aumento significativo dos preços dos insumos, devido à desvalorização da moeda brasileira, o aumento do preço dos grãos foi maior ainda, mantendo a vantagem ao setor agrícola. No que diz respeito à variação nos preços das máquinas necessárias à produção, a relação também beneficia a agricultura.

A relação de troca favorável aos produtores agrícolas é bastante clara no caso da produção de arroz e, mais ainda, no caso da de soja: em agosto de 2000, eram necessárias 34,9 sacas de arroz e 23,6 sacas de soja para a compra de uma tonelada do fertilizante necessário para o plantio de cada um desses grãos; em agosto de 2002, último dado oficial, apenas 31,2 sacas bastavam no caso do arroz e 15,5 no caso da soja. Com relação à evolução dos preços dos tratores, tem-se também uma situação de benefício à agricultura.

No grupo de grãos aqui considerados, o único que não apresentou uma variação positiva no período foi o milho. Em agosto de 2000, eram necessárias 38,7 sacas de milho para a compra de uma tonelada do adubo utilizado nessa produção; em agosto de 2002, eram necessárias 41,3 sacas.

2002 a relação de troca entre agricultura e indústria

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