Textos com assunto: vinho

Evolução da produção da uva e do vinho no RS

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Edição: Ano 24 nº 07 - 2015

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O vinho, que, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foi o responsável pelo crescimento em volume do setor de bebidas no primeiro trimestre, no Rio Grande do Sul, não conseguiu manter o bom desempenho no mês de abril. A bebida impulsionou a queda de 12,0% no setor, em comparação com abril do ano passado. No acumulado de janeiro a abril, entretanto, a fabricação de bebidas segue sendo um dos poucos setores da indústria de transformação que apresenta crescimento, de 5,7%, juntamente com outros produtos químicos (11,8%).

A produção de vinho no RS tem caído anualmente, desde 2009, com exceção do ano de 2011, no qual cresceu 38,8%. Esse incremento coincidiu com o aumento de 19,5% na produção de uva, da qual é bastante dependente, principalmente no tocante à qualidade.

O Estado produziu 234.637.000 litros de vinho em 2014. Destes, 83,6% eram de vinhos comuns, e apenas 16,4% eram de vinhos finos. O vinho proveniente de uvas viníferas — o fino — possui mais qualidade e maior valor agregado. Na comparação de 2014 com 2009, a produção desse tipo de vinho caiu 3,6%, enquanto os comuns apresentaram decréscimo de 4,5%. Juntos, eles caíram 4,4% nesse período.

Embora essa produção no Estado tenha apresentado queda em abril, o IBGE, através do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola do mês de maio, prevê um crescimento de 7,8% na quantidade produzida de uva, em 2015, totalizando 876.286 toneladas. O RS foi responsável por 56,5% da produção de uva no Brasil em 2014, o equivalente a 812.537 toneladas. Essa produção, por sua vez, é muito concentrada na microrregião de Caxias do Sul, que responde por quase 80% da uva gaúcha. De acordo com o Censo Agropecuário 2006, 97,4% da safra da uva é colhida no primeiro trimestre, podendo haver variações devido às condições climáticas.

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Vinhos finos importados: cresce sua participação no Brasil

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Edição: Ano 14 nº 03 - 2005

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Analisando-se o período 1996-04, vê-se que a comercialização, no Brasil, de vinhos finos — aqueles produzidos com uvas européias de melhor qualidade — pouco se alterou. Entretanto, ao subdividi-lo em dois sub-períodos, verifica-se que houve um maior incremento da comercialização de vinhos finos até 1999, devido, principalmente, ao elevado crescimento das importações, que atingiram a taxa média anual de 14,1%, muito acima daquela dos vinhos brasileiros (1,4%). Já de 2000 a 2004, o decréscimo da comercialização de vinhos finos ocorreu pela diminuição média de 12,8% ao ano nos vinhos brasileiros, uma vez que as importações apresentaram uma taxa média anual de variação de 5,4%. Como decorrência, verificou-se um incremento na participação dos vinhos finos importados no total comercializado no Brasil, que passou de 35% em 1996 para 64,6% em 2004. Esse comportamento pode ser, em parte, explicado pelo reduzido preço dos importados em relação ao nacional de mesma qualidade, tendo em vista o excesso de oferta do produto no mercado mundial, a compra de vinhos importados de baixa qualidade e as menores cargas tributárias na origem do que no Brasil. Mais recentemente, a valorização do real também vem contribuindo para o aumento das importações de vinho. Essa situação se refletiu significativamente na indústria vinícola brasileira e, em especial, no Estado — que produz mais de 90% desse vinho — pelo aumento da concorrência no mercado interno.

Vinhos finos importados cresce sua participação no Brasil

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