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Evolução do associativismo sindical no Rio Grande do Sul e no Brasil, entre 1992 e 2005

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Edição: Ano 16 nº 06 - 2007

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O poder de barganha dos sindicatos é indicado pela densidade sindical — a parcela da População Economicamente Ativa (PEA) associada a sindicatos. Evidências empíricas indicam que, entre 1992 e 2005, houve, no Rio Grande do Sul, um relativo declínio da força dos sindicatos, ao passo que, no Brasil, ocorreu uma leve elevação. Isso se expressa na queda de 2,2 pontos percentuais da densidade sindical estadual, que passou de 24,9% para 22,7%. Essa evolução, no entanto, não aconteceu uniformemente dentro da economia. Nas áreas urbanas, a densidade sindical declinou — passando de 22,6% para 18,3% —, principalmente em função da queda do associativismo na indústria de transformação, ao passo que, nas áreas rurais, houve um aumento, passando de 31,0% da PEA para 37,4%

No Brasil, o aumento do poder sindical está expresso na elevação da densidade sindical em 1,0 ponto percentual, no mesmo período (15,6% da PEA nacional em 1992 e 16,6% em 2005). O aumento da densidade ocorreu em função do significativo incremento do associativismo sindical nas áreas rurais, que passou de 13,7% em 1992 para 21,8% em 2005. Nas áreas urbanas do País, a densidade sindical declinou, passando de 16,3% da PEA nacional a 15,5%. A despeito da elevação dos índices brasileiros, no ano de 2005, a densidade sindical nacional ainda não havia atingido os patamares do associativismo sindical do Estado.

Evolução do associativismo sindical no Rio Grande do Sul

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