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A balança comercial brasileira de serviços

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Edição: Ano 24 nº 11 – 2015

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O setor serviços constitui uma importante fonte de renda e empregos para os países exportadores. De 2005 a 2014, o comércio internacional de serviços cresceu 88,9%, um aumento superior ao experimentado pelo comércio internacional de mercadorias (80,8%).

Em 2014, as importações brasileiras de serviços atingiram o valor de US$ 87,0 bilhões, e as exportações alcançaram US$ 39,8 bilhões, gerando um déficit de US$ 47,2 bilhões. Considerando que o total de importações de bens e serviços foi de US$ 316,1 bilhões e o de exportações US$ 264,9 bilhões, constata-se que a importação de serviços representou 27,5%, e a exportação, 15% dos respectivos valores totais. Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), as exportações de serviços representaram apenas 1,7% em 2014, enquanto as importações atingiram o equivalente a 3,7%, refletindo a fragilidade da inserção brasileira nesse mercado.

Em 2012, o Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) implantou um sistema que permite obter informações detalhadas sobre o comércio exterior de serviços. Assim, é possível verificar que as cinco principais posições de exportação em 2014 foram: serviços gerenciais e de consultoria gerencial; outros serviços profissionais e técnicos; serviços auxiliares aos serviços financeiros; serviços de transporte aquaviário de cargas; e serviços de manutenção e reparação de produtos metálicos, maquinário e equipamentos. Já com relação às importações, as principais posições registradas foram: arrendamento mercantil operacional; serviços de transporte aquaviário de cargas; licenciamento de direitos de autor; serviços de planejamento de viagens e operadores de turismo; e serviços de transporte aéreo de cargas.

No que diz respeito ao desempenho por estados, verifica-se uma elevada concentração regional, em que São Paulo e Rio de Janeiro lideram a exportação de serviços, participando com 60,4% e 24,0% do total brasileiro, respectivamente, em 2014. Tal concentração pode ser atribuída, entre outros fatores, às preferências de localização das principais empresas de consultoria e serviços gerenciais; ao papel complementar dos serviços às atividades de empresas internacionalizadas (como, por exemplo, da construção civil); e ao apoio dos serviços à exportação de bens dos principais estados exportadores. O Rio Grande do Sul ficou em quinto lugar no ranking, com uma participação de 1,9%, atrás do Paraná (4,7%) e de Santa Catarina (2,3%).

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