Textos com assunto: Safra

Nova frustração na safra do trigo gaúcho

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Edição: Ano 24 nº 12 – 2015

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A safra de trigo amargou perdas significativas pelo segundo ano consecutivo, no Rio Grande do Sul. Em 2014, contabilizou-se queda de 50% da produção em relação ao ano anterior. Em 2015, devido às perdas com a safra passada, aos preços baixos e ao aumento dos custos de produção, a área plantada do cereal sofreu uma redução de 26%. Ainda assim, por apresentar uma base de comparação muito baixa, estima-se um crescimento de 14% na produção em 2015, o que totalizaria 1,9 milhão de toneladas, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essa produção, embora superior à de 2014, é 21% inferior à média das safras de 2009 a 2013.

O motivo desse desempenho ruim é recorrente: condições climáticas adversas, em que se destacam o excesso de chuvas e a ocorrência de geadas. Como resultado, o rendimento médio da safra de 2015 foi de 2.183 kg/ha, 54% superior ao de 2014 e 16% inferior à média do desempenho de 2009 a 2013. Os fatores climáticos influenciaram também a qualidade do trigo colhido no Estado, o que renderá novamente preços abaixo do esperado pelos produtores.

Segundo o Informativo Conjuntural da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) do RS, de 19 de novembro de 2015, 15% da safra ainda não foram colhidos, o que significa que os números podem piorar. O Rio Grande do Sul foi responsável por 58% e 27% da produção brasileira de trigo em 2013 e 2014 respectivamente.

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Safra gaúcha: intenção de plantio otimista

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Edição: Ano 23 nº 10 – 2014

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A próxima safra de verão 2014/2015 já está sendo estimada. Levantamentos de intenção de plantio para as quatro principais lavouras de grãos do Rio Grande do Sul realizados pela Associação Riograndense de Empreendimento de Assistência Técnica e Extensão Rural-Associação Sulina de Crédito e Assistência Rural (Emater-ASCAR) apontam uma provável produção recorde pela terceira vez consecutiva. Justificadas pela atual conjuntura de preços ainda remuneradores, pela capitalização dos agricultores, pela maior disponibilidade de crédito e pela assistência técnica e tecnologia, as estimativas indicam um acréscimo de 1,5% sobre a área plantada na última safra. Liderada por uma maior área de plantio com soja (2,80%), em decorrência da utilização de áreas tradicionais de arroz ou pecuária da Fronteira Oeste e da Campanha, e com arroz (1,98%), a estimativa anunciada de crescimento da produção deverá ser de 9,26% e 2,24% para os dois produtos respectivamente. Já o feijão e o milho devem apresentar áreas menores relativamente à safra passada, o que pressupõe volumes a serem produzidos também menores, de -9,08% para o primeiro grão e de -11,62% para o segundo. No total dos quatro produtos, espera-se uma produção 2,82% maior do que a da safra anterior. A atual condição climática favorável à semeadura, graças ao fenômeno El Niño, que possibilita maiores volumes pluviométricos, também poderá contribuir para o novo recorde. Mesmo que sejam previsões extemporâneas, a intenção de plantio é um referencial que não pode ser negligenciado em um Estado com grande tradição em cultivos agrícolas. Mantidas as previsões e os preços, a agropecuária gaúcha dará uma contribuição significativa para a expansão da renda no próximo ano.

SAFRA GAÚCHA

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Safra de grãos 2013/2014: produção e escoamento

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Edição: Ano 23 nº 04 – 2014

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A atual safra de grãos de verão já está sendo colhida. Desde o plantio até meados de janeiro, um novo recorde brasileiro
era apontado, com uma produção 5,2% maior que a safra do ano passado, quando foram obtidas 187,44 milhões de toneladas. Agora, o sexto e mais recente levantamento da Conab, o de março, foi bem menos otimista: o Brasil deverá
colher uma safra apenas 0,7% maior.

Visto que a produção do Rio Grande do Sul beira os 16% da safra brasileira, esse resultado reflete, em parte, tanto a estiagem, recorrente no verão em importantes regiões produtoras gaúchas, como o excesso de chuvas ocorrido antes
dessa estação. Analisados separadamente, os principais grãos gaúchos de verão — arroz, feijão, milho e soja — poderão
apresentar redução ou baixos índices de crescimento da produção por motivos diversos. O arroz, mesmo sendo plantado mais cedo, enfrentou pesadas chuvas em novembro, o que afetou sua evolução normal em diversas áreas. As demais lavouras, como a soja, o milho e o feijão, enfrentaram altas temperaturas nas fases decisivas de evolução de seus cultivos,  de floração e de enchimento de grãos, o que ocasionou a queda de folhas e de vagens recém-formadas.

Mesmo com a indicação de perdas pontuais, a safra gaúcha de verão 2013/2014 poderá ser recorde, com um aumento de 4,4%, bem menor do que o previsto pela Conab em janeiro. Podendo chegar a colher 29,5 milhões de toneladas, o Rio Grande do Sul deverá enfrentar, a exemplo do resto do País, o antigo dilema de escoamento das safras.

Produtores e exportadores apontam que a deficiente logística brasileira e a dificuldade na modernização dos portos poderão resultar na perda de competitividade das culturas e no cancelamento de contratos. O Programa de Investimentos em Logística, coordenado pela Empresa de Planejamento e Logística (EPL), que prevê investimentos da ordem de R$ 212,3 bilhões para desenvolver modais de transporte, pretende obter mudanças estruturais imediatas, para que o Brasil possa, no médio prazo, transportar grandes e frequentes safras recordes.

Safra de grãos 2013 2014 produção e escoamento

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A agricultura gaúcha e a safra de 2014

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Edição: Ano 23 nº 03 – 2014

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A produção gaúcha de cereais, leguminosas e oleaginosas foi a maior da história no ano de 2013, alcançando 30.293.424 toneladas, valor 2,0% superior ao da safra de 2011 e 58,2% ao da safra de 2012, que foi muito prejudicada pela estiagem.

A estrutura produtiva está bastante concentrada. Apenas quatro culturas — soja (42,1%), arroz (26,7%), milho (17,7%) e trigo (11,1%) — correspondem a 97,6% do total da produção. Em relação à área plantada, a predominância da soja é ainda maior. Do acréscimo de 484.963ha ocorrido em 2013, a soja teve um incremento de 458.586ha, totalizando 57,3% da área plantada de cereais, leguminosas e oleaginosas no Estado. As mesmas quatro culturas — arroz (13,2%), milho (12,3%) e trigo (12,9%) —, juntamente com a soja, ocupam 96% da área plantada do Rio Grande do Sul nessa categoria.

As primeiras previsões para a safra 2014 indicam, caso as condições climáticas projetadas se mantenham, um novo recorde, novamente concentrado na cultura da soja. A perspectiva é a de que haja um aumento na produção da soja da ordem de 9%, com incrementos de 5% na área plantada e em torno de 4% na produtividade. Já para o arroz, projeta-se um crescimento superior a 5% na produção, 2,7% na área e 4,6% na produtividade. De outra parte, verifica-se diminuição da área plantada do milho (-7,9%), mas com incremento de produtividade (6,3%) e produção (0,9%).

Como a agricultura é mais relevante na estrutura produtiva gaúcha do que na brasileira, com maior influência no desempenho dos demais setores, seja pela importância de sua cadeia agroindustrial, seja pelas atividades de comercialização e demais serviços, verifica-se, historicamente, a tendência de um crescimento maior da economia do RS vis-à-vis à do Brasil nos anos em que a agricultura gaúcha cresce mais do que a brasileira.

Assim como no ano de 2013, quando a agricultura gaúcha registrou um desempenho melhor do que o nacional e resultou em um crescimento do PIB regional superior ao do Brasil, as perspectivas para 2014, notadamente pelas projeções de desempenho da soja, indicam uma tendência semelhante.

A agricultura gaúcha e a safra de 2014

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Safra de grãos 2005/06: as primeiras estimativas

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Edição: Ano 14 nº 11 - 2005

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Segundo o Ministério da Agricultura, as primeiras estimativas com relação à safra brasileira de grãos 2005/06 indicam uma tendência à redução da área plantada em torno de 5%. Essa é uma avaliação preliminar, baseada no contexto de redução da renda dos produtores decorrente da elevação dos custos, da retração nos preços de comercialização e da queda na produção, devido à seca que atingiu algumas regiões do País na safra 2004/05.

No caso do Rio Grande do Sul, as estimativas preliminares da Emater indicam uma redução da área plantada com arroz e soja e um aumento da cultivada com milho. Os primeiros números sobre a intenção de plantio de arroz no Estado mostram uma diminuição em torno de 4% na área plantada. A retração esperada era até maior, tendo em vista os preços recebidos pelos produtores, que são os mais baixos dos últimos 10 anos. Com relação ao milho, há um movimento de reversão da tendência apresentada nos últimos anos, com as estimativas indicando um aumento de quase 15% na área cultivada. Movimento contrário é o apresentado pela área cultivada com soja. Tendo em vista os prejuízos acumulados por essa cultura nos últimos dois anos, no Rio Grande do Sul, especialmente os decorrentes da forte estiagem na safra 2004/ 05, e os baixos preços obtidos na comercialização da mesma safra, a tendência seria de uma forte redução da área plantada. No entanto, as primeiras estimativas apontam uma redução de apenas 4% da área, mas aliada a uma significativa diminuição na utilização de insumos.

Safra de grãos 2005 06 as primeiras estimativas

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A quebra da safra gaúcha 2004/05

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Edição: Ano 14 nº 04 - 2005

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A análise da evolução da produção de grãos nos últimos anos demonstra que, a despeito das inovações tecnológicas, a agricultura gaúcha se caracteriza por altos e baixos no volume produzido, em decorrência de instabilidades climáticas. A cada safra, uma ou outra cultura, no Estado, apresenta alguma perda decorrente de condições de clima não favoráveis ao seu desenvolvimento. Em alguns casos, a variável clima assume tais proporções, como na safra 2004/05, que os prejuízos são totais em algumas culturas, em determinadas regiões. Em termos de magnitude, a quebra atual só pode ser comparada com a ocorrida na safra 1991/92, a maior dos últimos anos. Naquela safra, também em decorrência de uma estiagem prolongada, ocorreram reduções significativas nas produções de feijão, milho e soja. No entanto, as perdas na safra de 2005 de feijão e milho superam as ocorridas em 1991/92. A redução prevista na produção de soja também é significativa, mas, em virtude de um aumento na área cultivada, nos últimos anos, a produção esperada é superior à obtida em 1992.

Segundo levantamento do IBGE realizado na primeira quinzena de março, as lavouras gaúchas de arroz, feijão, milho e soja, na safra 2005, apresentam uma queda de 34% em relação à safra passada. Essa redução decorre da estiagem que se iniciou, no Estado, no final de 2004 e prolongou-se até os meses de janeiro e fevereiro de 2005. No entanto, a magnitude das perdas nas lavouras de grãos de verão gaúchas pode ser melhor dimensionada se comparada à produção de 2003, a última safra que se desenvolveu sem maiores danos causados por adversidades climáticas: o volume de grãos produzido pelo Rio Grande do Sul em 2005 chega a ser 50% menor do que o obtido em 2003.

Na atual safra, as maiores perdas até o momento estão na lavoura de milho, cuja produção deverá ser 54% menor do que a obtida em 2004 e mais de 70% inferior à de 2003. Nos últimos anos, essa cultura já vinha sofrendo redução na sua produção, decorrente de diminuição da área plantada por conta da substituição do plantio de milho pelo de soja. Na safra 2004/05, no entanto, esse movimento de redução de área plantada ampliou-se, porque parte das lavouras não chegou a ser cultivada, devido à falta de chuvas no momento da semeadura.

Grandes prejuízos também ocorreram na produção de soja — a redução prevista é de 45%, se comparada com a do ano anterior. Em 2004, a soja já tinha apresentado perdas em decorrência de problemas climáticos — a falta de chuvas no mês de fevereiro acabou por reduzir significativamente a produção do grão. Se compararmos a safra atual com a de 2003, verificamos que a produção prevista de soja no Estado é quase 70% menor do que a de 2003.

A quebra na atual safra pode ser considerada generalizada e de grandes proporções, uma vez que a produção de feijão também apresenta redução de mais de 40% em 2005, em relação à de 2004. Mais ainda, a produção de arroz apresenta perdas superiores a 14% em seu volume, além de apresentar comprometimento da qualidade do grão produzido.

A quebra da safra gaúcha 2004 05

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