Textos com assunto: RMPA

Região Metropolitana de Porto Alegre

Desempenho da ocupação em nível setorial, na RMPA, nos anos 2000

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Edição: Ano 20 nº 05 - 2011

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Durante os anos 2000, o mercado de trabalho da Região Metropolitana de Porto Alegre (RMPA) refletiu a conjuntura favorável da economia brasileira. Dados da Pesquisa Emprego e Desemprego (PED-RMPA) mostram que, no período 2000- -10, foram absorvidas cerca de 42 mil pessoas por ano na Região, enquanto, nos anos 90, a média foi de 26 mil. Analisando- se a capacidade de absorção de mão de obra através da variação do número de ocupados por ramo de atividade, pode-se perceber quais foram os segmentos mais e menos dinâmicos. A primeira constatação é que 56,2% dos ramos identificados pela PED apresentaram o desempenho acima da média da RMPA, enquanto 43,8% ficaram abaixo — entre esses, estão cinco segmentos que registraram variação negativa.

Os ramos mais dinâmicos foram a indústria eletroeletrônica e de transportes (com 112,5% de aumento), os serviços pessoais (78,3%), os serviços de comércio, administração de valores imobiliários e imóveis (62,5%), a educação (62,1%), a saúde (56,3%), os serviços de diversões, radiodifusão e teledifusão (50,0%), outros serviços (48,8%), os serviços especializados (48,0%), o segmento de reformas na construção civil (46,5%) e o comércio atacadista (46,2%). Note-se que os segmentos da atividade produtiva que apresentaram ritmo de crescimento mais elevado não constituem, necessariamente, os que apresentaram a maior variação em termos absolutos, como é o caso da educação, da saúde e dos serviços especializados.

Cabe ressaltar-se que alguns segmentos da atividade produtiva da RMPA apresentaram recuo no contingente de ocupados. Entre esses, estão a indústria de calçados (-6,7%), os serviços de utilidade pública (-13,3%), a indústria do vestuário (-20,0%) e os serviços comunitários (-22,6%).

Desempenho da ocupação em nível setorial, na RMPA, nos anos 2000

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Desempenho do mercado de trabalho na RMPA, em 2010

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Edição: Ano 20 nº 01 - 2011

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O desempenho do mercado de trabalho na Região Metropolitana de Porto Alegre (RMPA) apresentou uma boa performance durante o período jan.-nov./10, tomando-se como base os principais indicadores da Pesquisa de Emprego e Desemprego da RMPA. Objetivando-se balizar a evolução dos indicadores, faz-se uma comparação com o mesmo período de 2009. O bom desempenho foi decorrente do aumento do número de postos de trabalho na Região, que determinou a queda da taxa de desemprego, tornando-a a menor para esse período em toda a série histórica da Pesquisa. A taxa de desemprego total média alcançou 8,9% da População Economicamente Ativa, apresentando expressiva queda em relação aos 11,4% registrados no mesmo período de 2009. O número médio de desempregados reduziu-se em 49 mil indivíduos, em decorrência da geração de 57 mil ocupações, que superou o ingresso de 8 mil trabalhadores na força de trabalho metropolitana. A expansão do nível ocupacional mostrou-se generalizada nos principais setores de atividade econômica, cabendo destacar-se o desempenho observado em serviços, que teve uma ampliação de 32 mil pessoas no seu contingente de ocupados. A indústria de transformação teve uma expansão de 12 mil postos, a construção civil, de 10 mil; e o comércio, de 6 mil. Com relação à forma de inserção no mercado de trabalho, cabe destaque à expansão do emprego no setor privado, com a criação de 54 mil postos com carteira de trabalho assinada. Os rendimentos médios reais do trabalho, no período jan.-out./10, elevaram-se em 2,6% para os ocupados e em 1,2% para os assalariados, na comparação com o mesmo período de 2009.

Desempenho do mercado de trabalho na RMPA, em 2010

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Menor patamar histórico do desemprego na RMPA

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Edição: Ano 19 nº 11 - 2010

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De acordo com os dados mais recentes da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), a taxa de desemprego na Região Metropolitana de Porto Alegre (RMPA) está declinando para os menores patamares da série histórica da Pesquisa, iniciada em junho de 1992. Em termos retrospectivos, o mês de maior incidência do desemprego na Região foi out./99, quando a taxa de desemprego alcançou 19,7% da População Economicamente Ativa (PEA). No período 2000-01, ocorreu redução do desemprego na RMPA, enquanto em 2002-03 verificou-se elevação. De 2004 a 2008, coadunando-se à melhora na performance macroeconômica do País, o desemprego passou por uma trajetória nítida de redução. Não obstante esse processo ter sido interrompido pela recessão econômica de 2009, a taxa média de desemprego daquele ano (11,1%) ficou praticamente no mesmo nível da verificada em 2008 (11,2%). Isso foi proporcionado pelas ações de combate à crise implementadas pelas autoridades governamentais, assim como pelo fato de a oferta de trabalho, medida pela taxa de participação — que corresponde à proporção da População em Idade Ativa (PIA) que se encontra no mercado de trabalho —, ter registrado queda de 58,7% para 58,1%, arrefecendo a pressão por ela exercida sobre o mercado de trabalho.

Ao longo do ano de 2010, a taxa de desemprego na RMPA vem situando-se, mês a mês, sistematicamente, abaixo daquela de idêntico mês do ano anterior. A par desse aspecto, a partir de julho do corrente ano, a taxa de desemprego declinou para os menores níveis da série histórica da Pesquisa. Assim, em julho de 2010, ela atingiu 8,9%, valor inferior àquele verificado em fevereiro de 1995, até então a menor incidência do desemprego no mercado de trabalho da Região, que havia sido de 9,1%. Para essa situação, contribuíram dois movimentos: (a) como assinalado acima, a performance macroeconômica do período 2004-08, de maiores taxas de crescimento do produto, teve um impacto relevante na capacidade de geração de oportunidades ocupacionais e na redução do patamar do desemprego; e (b) a recuperação econômica verificada ao longo do ano corrente, na qual o PIB do País evidenciou uma expansão de 8,9% no primeiro semestre, em relação ao mesmo período do ano anterior, e, no âmbito local, o Índice Trimestral de Atividade Produtiva (ITAP) da economia gaúcha, em idêntica base comparativa, elevou-se em 10,3%. Esse desempenho macroeconômico refletiu-se na capacidade de absorção de mão de obra pelo mercado de trabalho da RMPA: de acordo com o dado disponível mais recente, o nível ocupacional em set./10 havia crescido 4,0% em relação a set./09, o que representou um incremento líquido de 71 mil postos de trabalho. Como desdobramento desse processo, a taxa de desemprego em set./10 atingiu o novo piso da série histórica da Pesquisa, de 8,5%.

Com base nessas evidências, coloca-se a expectativa de que o mercado de trabalho da RMPA venha a ter, em 2010, a menor taxa média anual de desemprego da série histórica da PED, que até então pertence ao ano de 1995, no qual havia sido de 10,7%.

Menor patamar histórico do desemprego na RMPA

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Mercado de trabalho da RMPA em recuperação

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Edição: Ano 19 nº 07 - 2010

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A recuperação da economia do País, corroborada pelo expressivo crescimento de 9,0% do PIB no primeiro trimestre deste ano, em relação ao mesmo trimestre de 2009 (IBGE), vem tendo impactos positivos também sobre o mercado de trabalho. Na Região Metropolitana de Porto Alegre, esse fato pode ser constatado através do desempenho favorável dos principais indicadores do mercado de trabalho — taxa de desemprego, nível ocupacional e rendimentos do trabalho —, segundo informações da Pesquisa de Emprego e Desemprego na RMPA (PED-RMPA).

Quanto à taxa de desemprego total, cabem três destaques, considerando-se o período jan.-maio/10: (a) a taxa vem situando-se abaixo da registrada no mesmo mês do ano anterior, em todos os meses desse período; (b) as taxas de abril e maio apresentaram os valores mais baixos registrados em toda a série da PED-RMPA, para os respectivos meses; e (c) a relativa estabilidade observada até maio, quando a taxa de desemprego se situou em 9,6%, revela desempenho favorável desse indicador, visto que, em termos de sazonalidade, se esperaria elevação nesse período.

Para a ocupação, o desempenho também vem sendo positivo, especialmente ao se confrontar a variação do contingente de ocupados em um determinado mês com o registrado no mesmo mês do ano anterior. Nesse sentido, a análise dos dados do gráfico permite visualizarem-se três períodos distintos: num primeiro momento, jan.-ago./08, em que a economia e o mercado de trabalho apresentaram resultados altamente positivos, a ocupação teve uma trajetória ascendente, e a variação do número de ocupados, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, foi bastante elevada; seguiu-se um longo período de declínio, entre set./08 e nov./09, cujo início coincidiu com os impactos da crise financeira mundial, no País, e no qual a variação da ocupação atingiu valores inclusive negativos nessa base de comparação; por fim, a partir de dez./09 até maio último, as variações passaram a ser positivas e com trajetória ascendente, revelando a maior capacidade de absorção de mão de obra pela economia local. Note-se, entretanto, que a magnitude das variações do nível ocupacional face ao mesmo período do ano anterior se encontra ainda bem aquém das observadas em 2008 — 2,5% em maio/10 face aos 7,8% de maio/08. Setorialmente, no período recente, cabe destaque à indústria de transformação, em que a ocupação se tem recuperado de modo mais consistente, com crescimento de 7,5% entre dez./09 e maio/10, enquanto os demais setores tiveram redução nessa base comparativa.

No que respeita aos rendimentos do trabalho para o conjunto dos ocupados, os dados são igualmente favoráveis, embora o aumento real tenha sido pequeno (0,9% entre dez./09 e abr./10), atingindo o valor de R$ 1.295,00 em abril último.

Essas condições relativamente mais favoráveis do mercado de trabalho metropolitano em 2010, acrescidas das previsões de um crescimento mais acentuado do PIB, sinalizam a continuidade dessa melhora no mercado de trabalho regional.

Mercado de trabalho da RMPA em recuperação

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Emprego formal: recuperação só amplia vagas de até dois salários mínimos

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Edição: Ano 19 nº 01 - 2010

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Apoiado na preservação da demanda interna, o desempenho do emprego formal em 2009 tem sido melhor do que se vislumbrava no começo do ano. Depois de demitir centenas de milhares de trabalhadores no auge da crise econômica internacional (nov./08-jan./09), o mercado de trabalho formal do Brasil voltou a criar vagas a partir de fevereiro. No acumulado do ano até outubro, foram adicionadas 1.163.607 vagas com carteira assinada, porém com remunerações que não ultrapassam os dois salários mínimos (SMs) – o saldo líquido entre admitidos e desligados só foi positivo para as faixas de até dois SMs, que adicionaram 1.579.799 trabalhadores. Em contrapartida, foram fechadas 435.937 vagas com salários superiores a dois SMs. O emprego formal no Rio Grande do Sul mostrou uma trajetória distinta da do País, observando-se um movimento de recomposição somente a partir de agosto de 2009. No acumulado do ano, foram geradas 50.227 vagas, com saldo líquido positivo apenas para as faixas de até 1,5 SM, que agregaram 98.432 empregados, enquanto as faixas acima disso dispensaram 49.420 trabalhadores. Esse processo, porém, não foi desencadeado pela crise mundial, mas acelerado por ela. Nos primeiros 10 meses de 2008, quando a economia estava aquecida (o PIB do Brasil atingiu incremento de 7,1% no terceiro trimestre de 2008 frente a igual trimestre de 2007), as faixas salariais acima de três SMs no Brasil e acima de SMs no RS também desligaram mais trabalhadores do que admitiram. Na crise, a prática de dispensar trabalhadores que ganham mais para substituí-los por outros com salários menores acentua-se, tornando-se um recurso estratégico das empresas para reduzir custos rapidamente.

Ademais, a recuperação do emprego formal no pós-crise deu-se, sobretudo, graças aos setores de serviços e da construção civil, que, tradicionalmente, pagam menos do que a indústria de transformação, que foi mais duramente atingida pela turbulência econômica mundial. A indústria foi o setor que mais demitiu na crise e o que mais demorou para se recuperar. Pode-se esperar que a retomada da dinâmica do emprego na indústria aumentará a participação dos salários mais altos no mercado de trabalho formal. em 38.855, e o acima dele, em 13.221. Esses dados sugerem que as empresas devem estar contratando trabalhadores com formação escolar acima dos requerimentos de qualificação exigidos pelos novos postos, tendo em vista que o patamar de escolaridade da população como um todo vem-se elevando. Por outro lado, diante de uma conjuntura adversa ao crescimento, mais pessoas desempregadas com qualificação estão dispostas a trabalhar por um salário mais baixo.

Pelo visto, o Brasil supera a recessão e ruma para uma taxa de crescimento do PIB próxima a 5% em 2010, sem criar vagas com remuneração superior a R$ 930,00 – o equivalente a dois Sms hoje – ou a R$ 697,00, no caso do RS.

Emprego formal recuperação só amplia vagas

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Desempenho do mercado de trabalho na RMPA, em 2009

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Edição: Ano 19 nº 01 - 2010

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O desempenho do mercado de trabalho na Região Metropolitana de Porto Alegre (RMPA) ficou acima das expectativas quando do início da crise financeira internacional em meados do segundo semestre de 2008, embora seus efeitos tenham deixado marcas. O período jan.-nov./09 apresentou indicadores negativos e positivos para o mercado de trabalho na RMPA, quando comparado com o mesmo período do ano anterior. Segundo os dados levantados pela Pesquisa de Emprego e Desemprego da RMPA, após cinco anos consecutivos de declínio, a taxa média de desemprego total apresentou variação positiva, passando de 11,3% em 2008 para os atuais 11,4%. Tal resultado decorreu do ingresso de 25.000 trabalhadores na força de trabalho metropolitana, que superou a geração de 21.000 ocupações. Com o acréscimo de 4.000 pessoas, o contingente de desempregados ficou estimado em 229.000 indivíduos, no período em análise.

O comportamento da ocupação, segundo os diferentes setores da atividade econômica, mostrou expansão em quase todos, excetuando-se o da indústria, que, após dois anos de incremento, apresentou uma redução de 19.000 postos de trabalho, sendo o setor que sentiu mais intensamente os efeitos da crise. A elevação mais importante ocorreu no setor serviços, que acrescentou 29.000 ocupações e, em menor medida, no comércio, com 8.000 postos de trabalho.

O fato positivo no mercado de trabalho metropolitano ficou por conta do comportamento dos rendimentos. Em relação ao período analisado do ano de 2008, houve aumento de 4,7% no rendimento real médio do total de ocupados e de 3,4% no de assalariados.

Desempenho do mercado de trabalho na RMPA, em 2009

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Trabalhadores com contratação flexibilizada na RMPA: condições adversas de inserção ocupacional

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Edição: Ano 18 nº 11 - 2009

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A contratação flexibilizada, ou as “formas atípicas de trabalho”, compreendem inserções laborais que se intensificaram ou proliferaram a partir dos anos 90, no País, especialmente ligadas a estratégias empresariais associadas aos processos de terceirização, visando à redução de custos com a mão de obra, no contexto da reestruturação produtiva e de mudanças nos modos de organizar o trabalho. O segmento de trabalhadores com contratação flexibilizada compreende assalariados sem carteira de trabalho assinada, assalariados terceirizados e autônomos que trabalham para uma empresa, distinguindo-se, portanto, da inserção padrão (assalariados com vínculo legalizado e contratação direta) e da informal tradicional. A análise das características desse segmento, na RMPA, e sua evolução entre 1993 e 2008 mostram que, além de ter sido o único que cresceu em termos relativos . a participação no conjunto de ocupados passou de 8,8% para 14,4% ., ele vem apresentando as condições mais adversas no mercado de trabalho. De fato, comparando-se os segmentos de trabalhadores, constata-se que o de contratação flexibilizada apresentava a mais elevada instabilidade nos postos de trabalho (tempo médio de permanência no trabalho abaixo dos três anos, frente a seis anos na inserção padrão), o mais baixo grau de proteção social (mais de 60% deles não contribuíam à Previdência) e os rendimentos médios reais do trabalho mais baixos (o rendimento auferido era 33,7% menor do que na inserção padrão). Tais resultados, além de indicarem que a contratação flexibilizada passa a integrar de forma permanente o mercado de trabalho, explicitam a elevada precariedade a que esses trabalhadores se encontram expostos, impondo que, no equacionamento dos problemas afetos ao segmento, se deva ter presente o imperativo de associar trabalho com inclusão social.

Trabalhadores com contratação flexibilizada na RMPA condições adversas

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Primeiros efeitos da crise no mercado de trabalho da RMPA

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Edição: Ano 18 nº 05 - 2009

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Segundo a Pesquisa de Emprego e Desemprego na Região Metropolitana de Porto Alegre (PED-RMPA), a partir de agosto de 2008, quando se intensificou a crise financeira internacional, observa-se queda acentuada na proporção de ocupados com jornada acima de 44 horas. Em fevereiro de 2009, a parcela de ocupados com jornada acima da legal atingiu a menor dimensão (32,8%), quando comparada com a de idêntico mês dos anos anteriores a partir de 2000. Levando-se em consideração os setores econômicos, todos apresentaram redução, sendo a mais acentuada na indústria, onde 22,5% trabalharam mais do que 44 horas, face a 32,2% nos serviços e 50,9% no comércio.

Ao lado dessa redução, observa-se que o crescimento do desemprego, no mês de fevereiro, foi o mais intenso (4,0%), quando comparado com o do mesmo período de anos anteriores a partir de 2000, apesar de apresentar, nesse mês, a menor taxa de desemprego (10,4%) desde 1995.

Esses resultados indicariam que as primeiras ações de ajuste do nível de atividade das empresas frente ao arrefecimento da demanda causada pela crise internacional podem ter sido a redução da jornada de trabalho e a concessão de férias coletivas. Face às incertezas quanto ao desdobramento dessa crise, coloca-se a possibilidade de um cenário de deterioração do mercado de trabalho, no qual o esgotamento de tais estratégias pode dar lugar à elevação do desemprego.

Primeiros efeitos da crise no mercado de trabalho da RMPA

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Cresceu a proporção de mulheres entre os desempregados

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Edição: Ano 18 nº 03 - 2009

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Segundo a Pesquisa de Emprego e Desemprego realizada na Região Metropolitana de Porto Alegre, no período 2000-08, aumentou expressivamente a proporção de mulheres no contingente de desempregados. Em 2000, do total dos desempregados na Região, 52,7% eram do sexo feminino, chegando a 58,1% em 2008.

A evolução da taxa de desemprego observada entre 2000 e 2008 apresentou, entretanto, uma trajetória de queda para ambos os sexos. A taxa de desemprego das mulheres passou de 19,6% para os atuais 13,9%, e a dos homens retraiu de 14,2% para 8,8%.

A taxa de desemprego masculino registrou uma retração,
no período, de 38%, enquanto a taxa do grupo feminino sofreu uma variação negativa menor, de 29%, que, por conseguinte, acentuou a proporção de mulheres no desemprego. Esse aumento da proporção de mulheres entre os desempregados deveu-se também ao incremento da taxa de participação feminina (PEA/PIA), que cresceu de 49,7% em 2000 para 51,4% em 2008 (a participação masculina sofreu decréscimo de 69,2% para 66,9% no período).

Saliente-se, ainda, que essa desvantagem das mulheres em sua inserção no mercado de trabalho é também constatada quando se observa cada ano da série estatística da PED: as taxas de desemprego feminino, invariavelmente, mantiveram-se superiores às taxas masculinas na comparação ano a ano, atingindo, em 2003, o patamar de 20,2%, enquanto o desemprego masculino atingiu sua maior taxa no ano 2000, com 14,2%.

Cresceu a proporção de mulheres entre os desempregados

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Taxa de desemprego de agosto atinge o menor patamar na Região Metropolitana de Porto Alegre (RMPA)

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Edição: Ano 17 nº 11 - 2008

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No mês de agosto de 2008, a taxa de desemprego na RMPA, quando comparada com a de idêntico mês dos anos anteriores, atingiu o menor patamar da série histórica da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), iniciada em 1992. A taxa de desemprego situou-se em 11,3% da População Economicamente Ativa (PEA) em agosto do corrente ano, sendo levemente inferior ao seu menor nível até então, o de agosto de 1995 (11,4%). Assinale-se que, na comparação de agosto de 1995 com agosto de 2008, ocorreu aumento da taxa de participação no mercado de trabalho da RMPA, o que não impediu que a taxa de desemprego apresentasse o menor nível em agosto deste último ano. Conforme se constata, o pior ano em termos de incidência do desemprego na RMPA foi o de 1999, com uma taxa de desemprego, em agosto daquele ano, de 19,6%.

No período 2004/08, de acordo com o que se pode observar, a taxa de desemprego vem apresentando uma clara trajetória de redução, tendo passado de 15,9% em agosto de 2004 para 11,3% em agosto de 2008. Para tanto, está contribuindo a performance do nível ocupacional no mercado de trabalho local, que tem superado o aumento da PEA: na comparação de agosto de 2004 com idêntico mês de 2008, ocorreu aumento de 246.000 ocupados, contra o de 183.000 pessoas que ingressaram na força de trabalho, o que teve como decorrência uma redução de 63.000 trabalhadores no contingente de desempregados. Esses dados sobre o mercado de trabalho da RMPA estão a indicar que o ano de 2008 poderá ser concluído com uma taxa de desemprego média próxima à do menor nível da série histórica da PED, que foi de 10,7% em 1995.

Taxa de desemprego de agosto atinge o menor patamar

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