Textos com assunto: Produção

Energia — uma questão de planejamento estratégico

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Edição: Ano 14 nº 04 - 2005

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O horizonte de inflexão da relação reserva/produção de petróleo no mundo (Pico de Hubbert) deverá ocorrer num período entre cinco e 15 anos, quando os preços deverão chegar, para alguns, a mais de US$100,00/barril, devido, principalmente, ao consumo dos países desenvolvidos. Persistindo o crescimento da China, da Índia e de alguns países em vias de desenvolvimento, a tendência torna-se mais pessimista. Esse fato aponta, para muito breve, uma crise estrutural da economia mundial, o que multiplicará o genocídio que se pratica hoje, pela fome e pela guerra, no mundo. A inflexão das jazidas de petróleo do Brasil está prevista para daqui cinco a 10 anos. Voltaremos, então, a importar petróleo no momento em que este estará com preços mais elevados, comprometendo nossa balança de pagamentos e levando o País a um impasse estrutural, já que 50% da energia primária consumida no Brasil é petróleo. Torna-se urgente um esforço singular, não só na substituição do petróleo, mas também na racionalização e na otimização dos potenciais energéticos disponíveis, bem como um planejamento estratégico envolvendo a cadeia produtiva dos energéticos, as estruturas urbana, rural, industrial e de transporte, com enfoque centrado na economia de energia e na sustentabilidade do meio ambiente. Caso se descubra uma nova superjazida, haverá somente um deslocamento de mais cinco ou até 10 anos do ponto de inflexão, o que não dispensará a urgência de um planejamento integrado que permita uma ação positiva para o futuro de nossos filhos. O Brasil deve transpor a era do petróleo dirigindo- se para a era do sol e da biomassa, energéticos abundantes em seu território, resguardando seu petróleo para ancorar essa transição.

Energia — uma questão de planejamento estratégico

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Recuperação econômica e produtividade na indústria brasileira

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Edição: Ano 13 nº 11 - 2004

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A retomada da atividade industrial no País, desde julho de 2003, é a chave da recuperação econômica em curso. Essa realidade leva ao questionamento de sua sustentabilidade. Afinal, nos últimos 14 anos, foram quatro ciclos de crescimento efêmero, nenhum ultrapassando mais de 12 meses continuados de taxas ascendentes. Uma maneira de auferir o fôlego da recuperação ora em curso é a verificação de seus efeitos sobre o desenvolvimento das forças produtivas. O gráfico faz essa averiguação através da variação da produtividade do trabalho, medida pela relação entre os índices da produção física e das horas trabalhadas.

Iniciando no pico de um ciclo, dezembro de 2000, vê-se que a produtividade declinou e voltou a crescer no ciclo seguinte, de janeiro a dezembro de 2001, perdendo fôlego em seguida, a ponto de a fase ascendente, até outubro de 2002, não apresentar variação significativa do índice. Na fase em curso, o movimento parece ser outro, uma clara tendência de elevação da produtividade continuada por 13 meses, embora desacelerando desde o começo de 2004.

A questão que permanece em aberto é até que ponto esses resultados vão além de uma mera eliminação de porosidades no processo de trabalho — que naturalmente crescem em fases de recessão, resolvidas por maior intensificação e eficiência produtivas — e podem ser creditados a avanços tecnológicos decorrentes de investimento e inovação. Nesse caso, os ganhos de produtividade sinalizariam um fôlego maior ao presente ciclo, levando, inclusive, a uma recuperação do emprego. A questão em aberto é se esse processo terá força para superar os sinais negativos da política econômica e garantir sua continuidade nos próximos meses.

Recuperação econômica e produtividade na indústria brasileira

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Produção física industrial gaúcha expande-se em 2002

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Edição: Ano 12 nº 01 - 2003

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Ao final de 2001, a produção física industrial no Brasil e na maioria dos estados apontava a superação dos fatores que provocaram desaceleração econômica ao longo do ano passado (racionamento de energia elétrica, taxas de juros elevadas e forte instabilidade cambial associada ao quadro adverso da economia mundial).

Produção física industrial gaúcha expande-se em 2002

No primeiro semestre de 2002, contudo, a retomada gradual do crescimento da atividade fabril foi perdendo fôlego, atingida pelo desgaste dos fatores de otimismo presentes no início do ano e pelo clima de nervosismo que se instalou no mercado financeiro, acarretando forte alta do Risco-Brasil e da cotação do dólar. O movimento de retração foi detectado em quase todos os estados, principalmente em Pernambuco, Bahia e Minas Gerais. Já no Espírito Santo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, o registro de taxas de crescimento positivas marcou a presença dos principais fatores de sustentação do ritmo da atividade produtiva industrial em 2002 — setores produtores de petróleo, gás e seus derivados, da agroindústria e de outros voltados para o mercado externo.

Entretanto os resultados acumulados no período jan.-out./02 indicam generalização e/ou intensificação da tendência de crescimento (à exceção de Santa Catarina). O Rio Grande do Sul, onde a importância da indústria extrativa mineral é reduzida, ocupou o terceiro lugar (4,12%) dentre os estados pesquisados, embalado pela boa performance de segmentos da agroindústria, expressivos em sua estrutura produtiva. Destacam-se a espetacular expansão da produção de bens de capital para fins agrícolas, a produção de ônibus, reboques e semi-reboques e o beneficiamento de fumo em folha, voltado para o setor externo.

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Produtores de maçãs buscam novos mercados

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Edição: Ano 11 nº 10 - 2002

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Durante os anos 2001 e 2002, a produção brasileira de maçãs apresentou um crescimento de 18,7%, atingindo um volume de 857.824 toneladas, das quais 40,4% provêm do Rio Grande do Sul. Na safra atual, a produção gaúcha é de 346.798 toneladas, representando um incremento de 13,9% em relação à anterior.

Produtores de maçãs buscam novos mercados

Os pomares de maçãs estão localizados, principalmente, na Microrregião de Vacaria e, em menor escala, nas de Caxias do Sul e Gramado-Canela. Essas microrregiões, no ano 2000, asseguraram 97,4% da produção, devendo-se destacar o Município de Vacaria, responsável por 41,9% da safra gaúcha.

Em 2002, as exportações brasileiras de maçãs cresceram 83,4%, com um volume exportado de 65.584 toneladas. No Estado, tiveram um desempenho superior ao nacional, com uma variação positiva de 101,4%, atingindo um montante de 35.483 toneladas, que representa 54,1% das exportações nacionais.

Os produtores nacionais estão cada vez mais empenhados em ampliar a sua participação no mercado mundial. Para tanto, estão buscando atender a normas de certificação de origem e qualidade, uma vez que a produção voltada à exportação deverá receber um selo de qualidade, pois, a partir de 2003, a União Européia não permitirá a entrada de frutas sem essa especificação.

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Fraco desempenho da produção industrial gaúcha no primeiro trimestre

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Edição: Ano 11 nº 06 - 2002

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No período jan.-mar./02, a produção industrial gaúcha cresceu a uma taxa reduzida (0,4%) em comparação com o primeiro trimestre de 2001. Esse resultado, ainda assim, é melhor do que o observado para a indústria nacional, cuja produção física mostrou uma variação negativa (-2,2%) no período. O fraco desempenho decorreu, basicamente, das taxas negativas registradas no mês de março para a maioria dos gêneros industriais pesquisados pelo IBGE, tanto no Brasil quanto no RS.

No caso do RS, a retração, segundo o IBGE, deve-se, principalmente, ao comportamento desfavorável dos gêneros química e vestuário, calçados e artefatos de tecido. As empresas pertencentes a esses segmentos ainda sentem os reflexos da prolongada crise argentina e da lenta retomada da economia norte-americana. A essas dificuldades soma-se a decisão do COPOM de manter a taxa de juros em um patamar elevado, o que contribui para acentuar a tendência de redução da produção industrial.

Dentre os gêneros com crescimento positivo, destacam-se mecânica, material de transporte e fumo, refletindo o bom desempenho da produção de tratores agrícolas, de ônibus e de fumo em folha, estes últimos impulsionados pelas exportações.

Fraco desempenho da produção industrial gaúcha no primeiro trimestre

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