Textos com assunto: Preços agricolas

Preços do arroz e do feijão ao produtor e ao consumidor

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Edição: Ano 20 nº 05 - 2011

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Os preços da saca de arroz e de feijão ao produtor no RS, em mar./11 — R$ 21,43 e R$ 71,45 respectivamente —, estavam abaixo dos preços mínimos garantidos pelo Governo Federal (R$ 25,80 e R$ 80,00). Sendo época de safra, pode ser que os mesmos caiam ainda mais. Visando obter um indicativo dos preços para o horizonte próximo, busca-se analisar a evolução dos preços desses dois grãos ao produtor e no varejo entre março de 2010 e março de 2011.

O feijão apresentou um comportamento bastante volátil, tendo-se elevado em 13,10% ao varejo no período, reflexo de um produto produzido em pequena escala, sujeito a variações climáticas e deficiências de armazenagem. Por outro lado, o preço do arroz teve uma retração de quase 10%. A margem relativa de comercialização — diferença entre o preço no varejo e o ao produtor dividida pelo preço no varejo — indica que, em ambos os casos, os preços apresentaram um comportamento semelhante, ou seja, os preços ao consumidor e ao produtor tiveram variações similares.

A elevação de preços do feijão foi superior ao IPCA de Porto Alegre (5,09%), ao passo que o arroz, em queda, ajudou a conter o aumento dos preços da cesta básica na Capital gaúcha. Ademais, por se tratar de época de safra, recorde no caso do arroz, pelo patamar de taxa de câmbio favorável à importação e pelo padrão sazonal de movimentação dos preços, parece lícito supor-se que, ao menos no curto prazo, esse alimento não apresente grandes elevações ao consumidor. No caso do feijão, apesar das oscilações maiores, essa tendência deve também ocorrer.

Preços do arroz e do feijão ao produtor e ao consumidor

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Produtor familiar recebe apoio inovador para a comercialização

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Edição: Ano 18 nº 07 - 2009

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Em tempo de conjuntura incerta, ocasionada pela crise financeira global, bem como pela seca, os agricultores familiares que contrataram créditos de custeio atrelados ao Pronaf no plantio da safra 2008/2009 terão a garantia de que os custos de produção desembolsados estarão assegurados. Para os produtos que compõem a pauta do Programa de Garantia de Preços Para a Agricultura Familiar (PGPAF), é estabelecido um bônus de desconto no momento da liquidação do empréstimo pelo produtor, toda vez que o preço de mercado for inferior ao preço de garantia. Salienta-se que esse preço de garantia deve cobrir os custos de produção levantados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e é definido pelo Conselho gestor do Programa. Na verdade, o Programa encampa uma afinada articulação entre as políticas de crédito e comercialização agrícolas, tornando-se bastante inovador em termos de instrumento público de intervenção.

No momento da comercialização, a relação entre o preço médio de mercado e o preço de garantia para os produtos gaúchos amparados pelo Programa – feijão, milho, mandioca, trigo e também o leite – define o bônus de desconto. No quadro, a cultura do feijão, por exemplo, é a que tem o maior desconto, por apresentar a maior diferença em termos percentuais entre os dois preços.

Por ser um programa que garante a quitação das dívidas de custeio por parte do agricultor familiar sem o obrigar a se desfazer do patrimônio, esse instrumento, mais do que tudo, assegura aos credores o retorno dos recursos monetários colocados no mercado, o que torna esse programa bastante atraente para ambos.

Produtor familiar recebe apoio inovador para a comercialização

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2002: a relação de troca entre agricultura e indústria

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Edição: Ano 11 nº 12 - 2002

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A evolução dos preços pagos e recebidos pelos produtores gaúchos dos principais grãos de verão tem sido favorável a estes nos dois últimos anos. Em 2002, mesmo com o aumento significativo dos preços dos insumos, devido à desvalorização da moeda brasileira, o aumento do preço dos grãos foi maior ainda, mantendo a vantagem ao setor agrícola. No que diz respeito à variação nos preços das máquinas necessárias à produção, a relação também beneficia a agricultura.

A relação de troca favorável aos produtores agrícolas é bastante clara no caso da produção de arroz e, mais ainda, no caso da de soja: em agosto de 2000, eram necessárias 34,9 sacas de arroz e 23,6 sacas de soja para a compra de uma tonelada do fertilizante necessário para o plantio de cada um desses grãos; em agosto de 2002, último dado oficial, apenas 31,2 sacas bastavam no caso do arroz e 15,5 no caso da soja. Com relação à evolução dos preços dos tratores, tem-se também uma situação de benefício à agricultura.

No grupo de grãos aqui considerados, o único que não apresentou uma variação positiva no período foi o milho. Em agosto de 2000, eram necessárias 38,7 sacas de milho para a compra de uma tonelada do adubo utilizado nessa produção; em agosto de 2002, eram necessárias 41,3 sacas.

2002 a relação de troca entre agricultura e indústria

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