Textos com assunto: Ocupações

Trajetória do emprego assalariado formal na RMPA

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Edição: Ano 17 nº 07 - 2008

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A Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) e o Estatuto do Funcionário Público são importantes instituições do mercado de trabalho, pois garantem aos assalariados acesso a direitos e benefícios estabelecidos na legislação. A ausência desses institutos nas relações de emprego configura situação de informalidade, ausência de direitos e, por conseguinte, trabalho em condições precárias.

O mercado formal de trabalho — que inclui o emprego com CTPS assinada no setor privado e o emprego celetista e “estatutário” no setor público — sofreu uma retração entre 1993 e 2007. Esse fato é indicado pela queda na participação relativa do contingente formalizado no total do emprego assalariado. A Pesquisa de Emprego e Desemprego na Região Metropolitana de Porto Alegre (PED- -RMPA) mostra que esse conjunto passou de 88,2% para 82,8% no período. Já a participação relativa do trabalho assalariado sem CTPS assinada registrou um aumento significativo, passando de 11,8% a 17,2%. A elevação da informalidade indica deterioração nas condições de trabalho dos assalariados, no período.

O índice de evolução do emprego mostra, entretanto, uma mudança no padrão do mercado de trabalho entre 1999 e 2007. Isso se expressa, especialmente, na retomada no crescimento do trabalho com CTPS assinada. A ampliação desse contingente de assalariados na RMPA foi liderada pelo comércio e pelos serviços — que apresentaram aumentos de 45,3% e 34,9% respectivamente. Apesar de haver- se registrado, igualmente, aumento no emprego com CTPS assinada na indústria (26,5%), no setor público (14,3%) e na construção civil (8,3%), neles, ao contrário dos primeiros, ainda não haviam sido atingidos, em 2007, os níveis de participação relativa existentes em 1993.

Trajetória do emprego assalariado formal na RMPA

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O emprego industrial em Gravataí e na RMPA: os efeitos do complexo GM

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Edição: Ano 17 nº 06 - 2008

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A instalação do Complexo Industrial Automotivo de Gravataí (CIAG) em julho de 2000 foi cercada de expectativas e de controvérsias, notadamente no que respeita à geração de empregos, por se tratar de uma indústria que utiliza tecnologia avançada, poupadora de mão-de-obra. A nova planta, ao se cercar de uma rede de fornecedores de primeira linha (os sistemistas) e de uma rede de prestadores de serviços auxiliares e de fornecedores de autopeças, insumos e matérias-primas para a General Motors (GM) e para os seus fornecedores, provocaria um efeito multiplicador sobre o emprego no município-sede da montadora e nos arredores, ou seja, na RMPA.

Considerando-se o ano de 1999, que antecede a vinda da montadora, e o de 2001, início do pleno funcionamento do CIAG, ocorreu, em Gravataí, um salto (98,5%) no contingente de empregados formais nos dois segmentos industriais em que a GM e os seus principais sistemistas estão enquadrados (fabricação de automóveis, caminhonetas e utilitários; fabricação de peças e acessórios para veículos automotores), enquanto, na RMPA, o incremento foi de 27,8%. No cômputo dos sete anos (1999 a 2006), o emprego cresceu 197,5% em Gravataí e 98,6% na RMPA, muito acima da indústria de transformação (64,4% em Gravataí e 24,7% na RMPA), que serve como um balizador. Gravataí passou, assim, de 6,1% do emprego formal na indústria de transformação da RMPA em 1999 para 8,0% em 2006, enquanto, nos segmentos produtivos observados, o Município avançou de 31,3% para 46,5%. Percebe-se, pois, que o impacto do complexo GM é bem menor fora de Gravataí.

O emprego industrial em Gravataí e na RMPA

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Emprego formal: novo recorde no País e recuperação no RS

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Edição: Ano 17 nº 01 - 2008

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A geração de emprego formal no Brasil bateu novo recorde de janeiro a novembro de 2007, quando foram criados 1.936.806 postos de trabalho celetistas. Esse foi o maior saldo da série histórica do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, para o mesmo período, superando a marca de 2004 (1.875.360), até então o melhor resultado. O aquecimento da economia (previsão de crescimento do PIB em torno de 5% em 2007) e o vigor da retomada do mercado imobiliário promoveram a expansão generalizada do emprego. Todos os setores apresentaram elevação, liderados pelo setor serviços, com 627.898 postos — recorde na série histórica do setor —, e pela indústria de transformação, com 537.556 postos — um resultado só superado pelo de 2004. Destacam-se também o comércio, com 374.962 postos, e a construção civil, com 202.636 vagas — outro recorde no setor e a maior taxa de crescimento no período jan.-nov./ /07 (15%).

O desempenho do mercado de trabalho formal no Rio Grande do Sul, embora ainda esteja aquém do verificado em 2004, já dá sinais visíveis de recuperação, com a geração líquida de 102.389 empregos celetistas nos 11 meses de 2007 (crescimento de 5,3%), bem acima do registrado no mesmo período em 2005 e 2006. A indústria de transformação é a responsável pela maior parte das vagas acrescidas em 2007, seguida pelo setor serviços e pelo comércio, enquanto a construção civil exibe o maior incremento relativo (13,6%).

Emprego formal novo recorde no País e recuperação no RS

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Crescimento da ocupação reduz o desemprego na RMPA

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Edição: Ano 16 nº 11 - 2007

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Após seis meses de declínio, observou-se, em julho, agosto e setembro do corrente ano, uma recuperação do nível ocupacional na Região Metropolitana de Porto Alegre (RMPA) para 1.621 mil, 1.63 mil e 1.665 mil ocupados respectivamente (gráfico). Com isso, o processo de elevação da taxa de desemprego, que chegou a atingir 14,4% em junho, foi interrompido, tendo esta passado a se situar em 13,8% em julho, 13,4% em agosto e 12,8% em setembro.

Em termos comparativos, é interessante destacar que, em 2006, a recuperação do nível ocupacional e a redução da incidência do desemprego na RMPA começaram a se dar um pouco mais cedo, no mês de maio. Não obstante, ao longo de todo o período jan.-set., essas duas variáveis do mercado de trabalho se situaram em patamares mais satisfatórios, em 2007, em comparação ao ano passado. A esse respeito, quando se coteja o mês de setembro do corrente ano com o mesmo mês de 2006, constata-se que o nível de ocupação registrou uma elevação de 5,2%, o que representou um ganho de 82 mil postos de trabalho, enquanto a taxa de desemprego se reduziu de 14,3% para 12,8% em idêntica base comparativa. As causas desse comportamento favorável do mercado de trabalho da RMPA em 2007, vis-à-vis ao ano anterior, estão associadas ao desempenho da economia do RS, que, de acordo com o Índice Trimestral de Atividade Produtiva (ITAP), registrou crescimento de 8,9% no primeiro semestre do corrente ano, em relação à igual período do ano de 2006, o que está proporcionando impactos positivos sobre a geração de oportunidades de trabalho e, conseqüentemente, a redução da incidência de desemprego no mercado de trabalho local.

Crescimento da ocupação reduz o  desemprego na RMPA

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