Textos com assunto: Mortalidade

A evolução da expectativa de vida, por sexo, no Rio Grande do Sul

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Edição: Ano 12 nº 09 - 2003

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A Reforma da Previdência, atualmente em curso no Congresso Nacional, recoloca a questão da expectativa média de vida do cidadão brasileiro. Especificamente no caso da população gaúcha, houve um importante incremento dessa expectativa nos últimos 30 anos, passando de 66,6 anos no período 1971-73 para 73,4 anos em 1999-01. Entretanto, ao discriminar essa informação por sexo, verifica-se que a expectativa de vida masculina no Rio Grande do Sul, que já era menor do que a feminina no começo da década de 70, cresceu menos do que esta última no período.

Um dos fatores responsáveis pela mortalidade masculina em idades precoces são as chamadas causas externas (das quais 70% são agressões e acidentes de trânsito). Enquanto, em 2001, apenas 3,7% dos óbitos femininos decorreram dessas causas, 13,9% ou 5.365 óbitos masculinos ocorreram em função delas. Destes últimos, 2.805 aconteceram em grupos etários jovens — dos 15 aos 39 anos de idade —, representando 7,3% do total de óbitos masculinos. Esse perfil de mortalidade influenciou fortemente o resultado final da expectativa de vida para os homens gaúchos, a qual, na virada do milênio, ainda não alcançou a expectativa média de vida feminina do início dos anos 70.

A evolução da expectativa de vida, por sexo, no Rio Grande do Sul

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Mortes violentas nas capitais e no Distrito Federal

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Edição: Ano 12 nº 03 - 2003

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A violência a que está submetida a população brasileira tem sido um tema constante nos diferentes veículos de comunicação. Recentemente, o Ministério da Justiça, através da Secretaria Nacional de Segurança Pública, divulgou, via internet, os dados relativos aos diversos tipos de delitos que ocorrem nas 26 capitais e no Distrito Federal, para o período 1999-01.

Tomando-se os valores relativos a mortes violentas, que agregam todos os delitos com vítima fatal registrados e informados à Secretaria Nacional de Segurança, constata-se que não são as grandes capitais que apresentam as maiores ocorrências.Utilizando-se o indicador de mortes violentas por 100 mil habitantes para o ano 2001, verifica-se o maior indicador em Vitória (123,6), seguido por Porto Velho (102,0), cidades com menos de 200 mil habitantes. Nas cidades com mais de um milhão de habitantes, aparecem Recife (83,8), seguida por Rio de Janeiro (67,6), Curitiba (63,8) e São Paulo (63,1). Porto Alegre ocupou a 13a posição, com um indicador de 47,3.

Chama atenção, contudo, o incremento verificado nesse indicador em algumas capitais. Exemplo disso é observado em Florianópolis, capital com um dos menores indicadores em 2001 (27,2), mas que, no período 1999-01, apresentou um incremento de 91,5%, seguida por Goiânia, com um aumento de 50,1%. Por sua vez, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre apresentaram redução nesse indicador: -7,4%, -11,7% e -5,4 respectivamente.

Mortes violentas nas capitais e no Distrito Federal

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