Textos com assunto: Mercado imobiliário

Valorização dos imóveis supera inflação

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Edição: Ano 20 nº 03 - 2011

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O estouro da “bolha imobiliária” norte-americana e a crise financeira que se seguiu mostraram para o mundo o perigo que pode significar um surto especulativo desse tipo. No Brasil, verificou-se, nos últimos anos, um processo de crescimento contínuo do rendimento médio da população. Isso faz com que a demanda pela casa própria tenha um aumento considerável, o que é estimulado pela política expansionista de crédito e por programas habitacionais do Governo Federal. A construção civil passa por um período de grande aquecimento, o que tem acarretado a escassez de mão de obra no setor, pressionando para cima seus salários.

Isso acaba por influenciar índices como o CUB — parâmetro mais usado para medir o custo da construção civil. De 2007 a 2010, o CUB e o IGP-M — indexador utilizado para a correção de aluguéis — tiveram crescimento parecido, mas acima da taxa de inflação oficial brasileira, medida pelo IPCA, e bem acima do rendimento real da poupança. Porém, mesmo que essa tendência de descolamento de tais índices com relação ao IPCA persista, ainda é pouco para falar que uma “bolha”esteja formando-se. Como exemplo, pode-se citar o caso norte-americano, que, na década anterior ao estouro da “bolha imobiliária” em 2007, teve o seu índice Case-Shiller, que indica a valorização dos imóveis, 70% superior à inflação oficial.

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Construção: o “sonho” da casa própria e os bancos

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Edição: Ano 16 nº 10 - 2007

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A indústria da construção civil vive um período de franca recuperação desde o início do ano passado, beneficiando não só o mercado imobiliário, mas também o comércio de material de construção e os bancos.

No início de 2006, o Governo Federal lançou um pacote de medidas favorecendo a construção civil. Uma delas consistia na desoneração fiscal de alguns materiais de construção. A queda de preços foi decisiva na expansão do faturamento desses materiais. Conforme a Abramat, os resultados acumulados das suas vendas no mercado interno, no período jan.-ago./07, superaram em mais de 12% os atingidos no mesmo período do ano passado.

O crescimento dos financiamentos habitacionais, entretanto, é o elemento mais importante nesse quadro. Além do fato de que a estabilidade econômica vem favorecendo o planejamento a longo prazo por parte das famílias, as condições de financiamento vêm sendo flexibilizadas neste ano. Assim, o conhecido “sonho da casa própria” parece ter-se aproximado do cidadão brasileiro empregado com carteira assinada, pois a renda familiar mínima exigida baixou, e os prazos de financiamento expandiram-se. Embora mais pessoas tenham acesso ao financiamento habitacional, não se pode esquecer que, com prazos maiores, a parte de juros paga pelo tomador aumenta bastante.

Esse crescimento sustentado da atividade construtiva traz, portanto, conseqüências positivas também para os bancos, que ampliam consideravelmente a oferta de crédito a taxas de juros ainda bastante atrativas. Sem contar que se trata de contratos com elevado grau de segurança para os bancos, tendo em vista não apenas a ampliação da garantia jurídica efetuada no ano passado, mas também o fato de o próprio imóvel ser dado como garantia.

Construção o “sonho” da casa própria e os bancos

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Uma “bolha imobiliária” ameaça a economia norte-americana?

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Edição: Ano 14 nº 06 - 2005

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Após a queda do preço das ações nas principais bolsas norte-americanas, nos anos 2000 e 2001, a retomada do crescimento da economia dos EUA, a partir de 2002, foi marcada por um fenômeno peculiar de aumentos do investimento na construção e no valor dos imóveis (32% até abril de 2005). Uma “bolha” especulativa no setor imobiliário teria substituído a especulação com as ações das empresas de alta tecnologia. Um indicador desse comportamento é o fato de 23% dos imóveis adquiridos naquele país, em 2004, estarem ligados à motivação “investimento”, conforme pesquisa da associação de corretores dos EUA.

Esse movimento altista tem sido impulsionado pelas baixas taxas de juros, que deram liquidez à economia após o choque nas bolsas, e por novas modalidades de financiamento, que permitem o início do pagamento da amortização dos valores devidos apenas cinco anos após a assinatura do contrato (durante esse período, apenas os juros são pagos). Além disso, o refinanciamento dos imóveis a juros menores, bem como a elevação dos seus preços, possibilitou novo endividamento das famílias com base em hipotecas (cerca de US$ 200 bilhões em 2004). Esse é um dos elementos essenciais para o aumento do consumo das famílias que marca a débil retomada do crescimento nos EUA.

Nesse contexto, uma reversão cíclica que levasse à queda abrupta dos preços dos imóveis atingiria tanto a capacidade de consumo como a de endividamento das famílias. Isso seria tanto mais grave quanto maiores fossem as pressões concomitantes para o aumento das taxas de juros, sendo que grande parte dos novos contratos foram estabelecidos com base em taxas flutuantes de remuneração.

Uma “bolha imobiliária” ameaça a economia norte-americana

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