Textos com assunto: Jovem

Estudo e trabalho: o perfil dos jovens brasileiros

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Edição: Ano 23 nº 04 – 2014

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Os dados sobre o perfil dos jovens em relação às suas opções de estudo e trabalho, disponíveis na última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD 2012), confirmaram as tendências que já vinham sendo observadas no último período intercensitário (2000-10). Dentre elas, destaca-se a redução do número de jovens gaúchos que não estudam e nem trabalham, a sua inserção cada vez mais precoce no mercado de trabalho e a maior participação feminina no grupo dos jovens que estudam e trabalham. Nos últimos anos, a proporção de mulheres gaúchas que estudam e trabalham (19,6% em 2012) ultrapassou a dos homens (18,1% em 2012), que antes dominavam esse grupo nas faixas etárias tanto de 15 a 19 anos quanto de 20 a 24 anos.

Considerando-se a faixa etária de 15 a 24 anos, observa-se que, em 2012, a maior parte dos jovens brasileiros do sexo masculino só trabalhava (41,4%), enquanto a maior parte dos jovens do sexo feminino só estudava (33,6%). A rede pública de ensino abrigava 84% dos jovens entre 15 e 19 anos de idade, enquanto a rede privada abrigava 53% dos alunos na faixa de 20 a 24 anos. Verificou-se uma maior participação da rede privada de ensino entre os jovens acima de 20 anos que estudavam e trabalhavam (60,8%), enquanto os que apenas estudavam concentraram-se na rede pública (56,9%).

Apenas 9% das gaúchas entre 15 e 19 anos com filho(s) estudavam em 2012 (5,5% só estudavam, e 3,5% estudavam e trabalhavam), enquanto 63,1% não estudavam e nem trabalhavam. Entre as gaúchas dessa faixa etária sem filho(s),
75,7% estudavam, enquanto 12% não estudavam e nem trabalhavam.

No Brasil, a renda per capita média nos domicílios dos jovens que estudavam e trabalhavam era a mais elevada, enquanto a renda domiciliar dos que não estudavam e nem trabalhavam era a mais baixa. A renda dos que só estudavam também se mostrou mais elevada do que a renda domiciliar dos jovens que só trabalhavam.

As brasileiras entre 15 e 24 anos ganharam, em média, salários 12% inferiores aos do sexo oposto. Apenas nas forças armadas e auxiliares, o salário médio do sexo feminino foi superior ao masculino, porém a representação feminina nesta ocupação é 16 vezes inferior à masculina. Entre as maiores disparidades salariais, destacam-se as ocupações de dirigente (média salarial 14,4% maior entre os homens), de técnico de nível médio (34,6% maior), e nos serviços (41,4% maior). Os jovens empregaram-se, em sua maioria, na produção, reparação e manutenção de bens e serviços, o que também foi a principal ocupação dos jovens pardos e pretos. Entre os de raça amarela, a ocupação predominante foi em vendas e prestação de serviços no comércio. Entre os jovens de raça branca, predominou o emprego em serviços administrativos, e, entre os indígenas, o emprego agrícola.

Estudo e trabalho o perfil dos jovens brasileiros

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Estudo e trabalho: a situação dos jovens gaúchos (2000-10)

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Edição: Ano 22 nº 04 - 2013

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Existe uma preocupação crescente, por parte do governo e da sociedade, com políticas de incentivo ao estudo. Ao mesmo tempo, há poucas pesquisas sobre os fatores que influenciam, positiva ou negativamente, o acesso à educação.

As escolhas entre trabalho e estudo por parte dos jovens estão sujeitas a diversas influências econômicas e sociais. Podemos citar como fatores intervenientes: sexo, renda domiciliar per capita, características do chefe do domicílio, dentre outros.

Comparando-se as mudanças ocorridas entre 2000 e 2010, observa-se que houve uma boa redução no número de jovens desocupados (que não estudam e nem trabalham), principalmente na faixa etária de 20 a 24 anos, e que há uma tendência dos jovens se inserirem no mercado de trabalho cada vez mais precocemente.

A representatividade dos jovens que trabalham aumentou principalmente entre as mulheres, reduzindo a grande diferença que havia em relação aos homens na questão de estudo e trabalho (em 2000, a maioria das mulheres de 20 a 24 anos de idade não estudava e nem trabalhava, mas, em 2010, a maioria só trabalhava).

Entre os jovens de 15 a 19 anos de idade, predomina o grupo dos que só estudam, enquanto, entre os de 20 a 24 anos, o grupo que se sobressai é o dos que só trabalham. Entre os de 15 a 19 anos que continuam estudando em 2000 e em 2010, destaca-se a relação positiva com a condição de serem filhos de chefes domiciliares, ao mesmo tempo que a relação negativa entre os jovens que não estudam e o fato de estarem trabalhando.

Entre os jovens de 20 a 24 anos de idade que continuam estudando, destacam-se dois fatores relevantes nos dois períodos analisados: em primeiro lugar, a relação com os anos de estudo do chefe domiciliar; em segundo lugar, o fato de continuarem morando com os pais.

Em média, a renda per capita nos domicílios dos jovens que estudam e trabalham é a mais elevada, enquanto a dos que não estudam e nem trabalham é a mais baixa. A renda per capita nos domicílios dos que só estudam é, em média, mais elevada do que a dos domicílios dos que só trabalham.

A média dos anos de estudo dos chefes de domicílio dos jovens gaúchos de 15 a 24 anos aumentou. Nos domicílios chefiados por pessoas com mais anos de estudo, a maior parte dos jovens só estudava em 2000, enquanto, em 2010, a maior parte estuda e também trabalha.

Estudo e trabalho a situação dos jovens gaúchos (2000-10)

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