Textos com assunto: indústria moveleira

Perspectivas da indústria moveleira gaúcha

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Edição: Ano 12 nº 08 - 2003

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A indústria gaúcha de móveis, responsável por mais de 30.000 empregos diretos, vem buscando melhorar suas condições de competitividade. Dentre os avanços obtidos, cabe ressaltar a implantação de uma fábrica de MDF no Estado, um dos principais insumos da indústria moveleira. Também existem várias iniciativas para promover a pesquisa em design e novos materiais, para a aquisição de novos equipamentos e para a qualificação dos trabalhadores e dos empresários. Um gargalo não resolvido persiste na crescente escassez da oferta gaúcha de madeiras.

Recentemente, o reduzido nível da atividade no País, agravado pela deterioração da conjuntura em alguns dos principais mercados de exportação, tem atuado negativamente sobre o desempenho do setor moveleiro. A produção de móveis reduziu-se a partir de meados de 2002, situação que ainda não foi revertida em 2003. O elevado nível das taxas de juros atuando sobre os investimentos e sobre as compras a crédito e a desvalorização do real, a qual teve efeitos sobre o custo dos insumos importados, foram fatores que contribuíram para esses resultados desfavoráveis. Soma-se a esses fatores a queda nas exportações verificada no ano 2002, em particular devido à crise argentina. Já no primeiro semestre de 2003, as exportações de móveis voltaram a aumentar face à ampliação da participação de outros países, principalmente dos EUA. Resta aguardar se serão implementadas ações no sentido de auxiliar a superação dos gargalos existentes de forma a minimizar as adversidades e, assim, preservar as recentes conquistas do setor.

Perspectivas da indústria moveleira gaúcha

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Novas medidas do Plano Brasil Maior conferem alento ao setor mobiliário

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Edição: Ano 21 nº 05 - 2012

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Representando 3,0% do Valor da Transformação Industrial (VTI) em 2009 e 5,2% do emprego formal na indústria de transformação do Rio Grande do Sul em 2010, o setor mobiliário foi um dos contemplados pelas políticas específicas no âmbito do Plano Brasil Maior anunciadas no início do mês de abril deste ano, com o objetivo de aumentar a competitividade de setores industriais selecionados.

É no mercado externo que residem os maiores problemas atuais dessa indústria, face às dificuldades de encontrar novos nichos de atuação e competir com qualidade e preço no mercado internacional. Nesse sentido, as recentes medidas adotadas pelo Governo deverão refletir-se positivamente no desempenho futuro desse setor, especialmente pela desoneração da folha de pagamentos, pelo adiamento do recolhimento do PIS/Cofins e pela redução do IPI, que possibilitarão mais investimentos e maior dinamismo às vendas.

Novas medidas do Plano Brasil Maior conferem alento ao setor mobiliário

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Indústria do mobiliário beneficia-se com redução do IPI

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Edição: Ano 19 nº 10 - 2010

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A produção moveleira do RS, que, durante 2009, apresentou um crescimento modesto, beneficiou-se amplamente da isenção fiscal promovida pelo Governo Federal em novembro desse ano, que zerou a alíquota do IPI para móveis de madeira, aço, plástico e rattan, bem como para placas de madeira.

O grande salto na produção ocorrido em jan./10 — seguido de uma natural reacomodação nos meses subsequentes — reflete a expansão necessária para responder ao aumento das vendas, as quais, desde dezembro, foram intensificadas. Convém salientar-se que a possibilidade de reduzir preços — via incentivo fiscal — não foi o único fator a influenciar tal expansão extraordinária do setor moveleiro. A demanda aqueceu-se também devido aos preços atrativos dos eletrodomésticos da “linha branca”, que estimularam a compra de móveis para cozinha, e às facilidades creditícias, ambos os fatores já presentes durante 2009. A chegada do período natalino e o pagamento do décimo terceiro salário — juntamente com a desoneração fiscal referida — completaram o quadro favorável.

Por outro lado, a expectativa de término do período de alíquota zero (31.03.10) pressionou produtores a anteciparem suas atividades, como mostram os elevados índices do 1º trim./10. Porém, em mar./10, o Governo decidiu, em caráter definitivo, unificar em 5% o IPI sobre todos os produtos do segmento, como móveis, estofados, painéis, aglomerados e placas laminadas, o que gerou perspectivas bastante otimistas.

Apesar do decréscimo dos índices em 2010 — consequência esperada da “bolha” produtiva de janeiro —, não há dúvida de que estão dadas as condições para a recuperação da indústria do mobiliário no RS.

Indústria do mobiliário beneficia-se com redução do IPI

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Produção gaúcha de móveis em recuperação

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Edição: Ano 16 nº 11 - 2007

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Apesar dos dissabores decorrentes do câmbio valorizado, que afeta a competitividade de seus produtos, o setor de móveis dá sinais de recuperação, puxado pelo incremento das vendas no mercado interno. Nesse mercado, o aumento do emprego e da massa salarial, associado à aceleração da taxa de crescimento do mercado imobiliário, está-se efletindo nas vendas e nas perspectivas para os próximos anos. Esse maior entusiasmo evidencia-se no aumento da compra de máquinas para a indústria moveleira, bem como no anúncio de novas plantas industriais para a produção de matérias-primas.

Enquanto as exportações brasileiras de móveis cresceram 2,3% no período jan.-set./07, no Estado, o aumento foi de 6% em igual período. O RS participa com 28,3% das exportações brasileiras de móveis, sendo o segundo maior estado exportador, atrás apenas de Santa Catarina (37,6%). Este último vem perdendo representatividade desde 2004 (45,1%), enquanto as participações de São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul aumentaram. A redução das vendas de Santa Catarina pode ser atribuída ao tipo de móvel exportado . Padronizado, de madeira maciça . e ao tipo de canal de comercialização . grandes cadeias de lojistas.

Produção gaúcha de móveis em recuperação

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Setor moveleiro gaúcho em dificuldades: as vendas externas não explicam tudo

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Edição: Ano 15 nº 03 - 2006

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A indústria gaúcha de móveis apresentou, em 2005, um desempenho negativo muito forte: -11,3% na produção física industrial. Se considerarmos que, em 2004, o setor teve um crescimento de 12,1%, fica claro que houve uma verdadeira reversão de comportamento, o que pode ser explicado, em parte, pelas dificuldades de exportação.

A valorização do real tem prejudicado as atividades exportadoras em geral, tendo em vista que a sobrevalorização do real em relação ao dólar reduz a rentabilidade das exportações. Ainda no âmbito internacional, o setor enfrentou um acirramento da concorrência junto ao mercado estadunidense por parte da China, país que se tornou o principal concorrente mundial no setor moveleiro. Tanto para o Brasil quanto para a China, os Estados Unidos são o principal mercado para suas exportações de móveis.

Porém as dificuldades com relação ao mercado externo não parecem suficientes para explicar a reversão de comportamento do setor, tendo em vista que, no RS, não mais de 20% da produção são exportados, o que nos remete a analisar o mercado interno.

O desempenho do setor moveleiro no Brasil foi bem melhor que no RS, evidenciando o dinamismo de outras regiões produtoras. Segundo interpretações de especialistas, o pólo moveleiro gaúcho não teria conseguido aumentar sua competitividade frente aos demais, principalmente aqueles localizados mais próximos dos grandes mercados consumidores e fornecedores de insumos e de matérias-primas. Fatores logísticos, tais como os custos de transporte, estariam prejudicando o setor moveleiro do RS.

Setor moveleiro gaúcho em dificuldades as vendas externas não explicam tudo

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Mobiliário no RS: desempenho desfavorável

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Edição: Ano 11 nº 12 - 2002

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O indicador acumulado de produção física da indústria gaúcha do IBGE referente ao período jan.-set./02 registrou um crescimento de 3,7%, bem superior à taxa de 1,1% experimentada pela indústria nacional, refletindo o impacto positivo dos gêneros mecânica e fumo. Dentre as pressões negativas, destaca-se mobiliário, com a segunda pior taxa de crescimento (-9,5%) no conjunto dos gêneros pesquisados pelo IBGE, invertendo a performance positiva do ano anterior, quando cresceu 4,9%.

Outros indicadores do desempenho da indústria do mobiliário corroboram, em grande medida, os resultados acima apontados. A taxa de crescimento das vendas acumulada no período jan.-set./02 manteve-se praticamente no mesmo patamar do ano anterior, porém as compras (-3,4%), um indicador antecedente, e o nível de pessoal ocupado (-0,4%) apontam a existência de fatores que vêm dificultando o bom desempenho do setor.

Respondendo por cerca de 90% das vendas dessa indústria, o mercado interno desponta como o principal responsável pelo desempenho desfavorável em 2002. A deterioração do poder aquisitivo dos consumidores potenciais, os elevados reajustes nos insumos (de até 60% em alguns casos), além da falta de alguns deles no mercado, frustraram as estimativas de crescimento da produção.

Também as exportações vêm registrando uma performance aquém das previsões divulgadas no início do ano, tendo caído 4,8%. Esperava-se um aumento de até 20% nas vendas externas dos produtos do mobiliário, em comparação com 2001, o qual adviria da retomada das exportações para a Argentina, do crescimento das vendas para os Estados Unidos, da abertura de novos mercados e do aumento das vendas para mercados ainda pouco explorados pela indústria moveleira gaúcha.

As vendas para a Argentina em 2002 praticamente zeraram, sendo que, no final de outubro, ainda restava um débito de US$ 1,32 milhão da dívida de US$ 11 milhões das empresas argentinas com a indústria moveleira gaúcha, contraída em 2001. O problema é que, por uma questão de logística, aquele país representava o principal mercado para a indústria moveleira gaúcha até o ano passado. Atualmente, essa posição de liderança foi assumida pelos Estados Unidos, que, com um crescimento de 73,4%, compensou parcialmente a enorme queda das exportações para a Argentina.

Entretanto, apesar desse desempenho desfavorável do comércio externo, o setor moveleiro gaúcho possui grande potencial de crescimento no segmento exportador, que pode ser explorado face ao estreitamento do mercado interno. As empresas continuam alterando a sua linha produtiva, investindo em novos produtos com maior valor agregado, design mais apurado e qualidade garantida por meio de certificação, para aumentar sua competitividade no mercado internacional. Destaca-se o esforço em superar as deficiências ainda existentes na área de design, as quais têm sido consideradas o ponto mais vulnerável da indústria moveleira nacional, assim como em conseguir o melhor aproveitamento de matérias-primas alternativas e de diferentes espécies de madeiras.

Mobiliário no RS desempenho desfavorável

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Indústria do mobiliário no RS: avanços e obstáculos

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Edição: Ano 11 nº 02 - 2002

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Responsável por 5,4% do PIB industrial do RS em 2001, a indústria do mobiliário apresentou taxas de crescimento positivas nos seus principais indicadores, com exceção das vendas externas, duramente atingidas pelas dificuldades enfrentadas pelos parceiros comerciais mais importantes: Argentina e Estados Unidos. A crise político-econômica argentina, que acarretou uma redução de 12% nas compras de móveis gaúchos, e a retração do mercado norteamericano, para onde se planejava exportar grandes volumes, frustraram a meta de incremento de 15% das exportações desses bens em 2001.

Os números relativamente favoráveis dessa indústria no Estado decorrem, em grande parte, da maior competitividade conferida pelo processo de reestruturação empreendido pelo setor durante os anos 90, com expressivos investimentos em pesquisa de tendências para valorização do design, amparada pela elevação do nível tecnológico das empresas. Permanecem, entretanto, algumas importantes deficiências na cadeia produtiva moveleira local, destacando-se o fornecimento de madeira acabada (chapas e painéis), primordialmente originária da Região Sudeste, afetado por fatores como a redução de oferta em razão do racionamento de energia elétrica aplicado naquela região.

Indústria do mobiliário no RS avanços e obstáculos

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