Textos com assunto: Indústria de construção civil

Construção civil dinamiza a indústria de materiais

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Edição: Ano 19 nº 05 - 2010

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O ritmo de atividade da construção no RS dá mostras de uma retomada sustentada em 2009, acompanhando o que ocorre em vários estados brasileiros. Esse comportamento provoca efeitos em cadeia sobre outros setores industriais, como o de material de construção, em que o faturamento das empresas, em janeiro de 2010, foi 13,8% maior do que o do mesmo mês de 2009, sendo que, em fevereiro, foi 19% superior (Abramat). A retomada da construção civil provocou ainda um realinhamento na produção de materiais, não apenas visando à expansão da oferta. Houve também uma adaptação no que se refere ao mix de produtos ofertados, para responder à crescente procura por materiais da chamada “linha econômica”, que se vem expandindo em razão da construção de habitações para as classes de menor poder aquisitivo, recentemente presentes no mercado imobiliário.

As reduções e as isenções do IPI para produtos da cesta básica de materiais de construção, implementadas pelo Governo Federal a partir do início de 2006, contribuem para a diminuição dos custos de produção.Tais medidas de desoneração fiscal serão mantidas até 31.12.2010.

Todavia o setor construtivo nessa fase de intensa expansão ressente-se da escassez de mão de obra qualificada, um problema cuja solução depende de uma melhoria na formação profissional.

Construção civil dinamiza a indústria de materiais

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Construção civil: o financiamento é a alma do negócio

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Edição: Ano 18 nº 08 - 2009

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A forte retomada do crescimento na construção civil do Brasil, verificada nos últimos anos, deve-se, em larga medida, à expansão do crédito habitacional. Diversas medidas tomadas pelo Governo Federal nesse sentido garantem a oferta de financiamentos tanto para o construtor como para o consumidor. Por outro lado, a relativa estabilidade do nível geral de preços na economia fez com que as classes médias se dispusessem a assumir compromissos de longo prazo, estimuladas também pela extensão dos prazos e pela redução da renda familiar mínima exigida nos empréstimos.

As operações de crédito imobiliário ampliaram-se consideravelmente, quando o Governo autorizou os bancos privados a ofertar financiamentos com recursos das cadernetas de poupança, cuja remuneração é a mais baixa do mercado financeiro. Isso significou, para esses bancos, redução no custo de captação dos recursos. Esse custo, quando cotejado aos juros pagos ao banco pelo tomador do financiamento, resulta numa diferença que torna bem mais lucrativas as operações de financiamentos habitacionais, quando se compara com a situação anterior, onde os recursos eram captados a juros de mercado.

O volume de recursos utilizados no financiamento imobiliário, em 2008, cresceu bastante, tendo sofrido uma aceleração, entre maio e agosto, da ordem de 54%. A queda no volume de financiamentos, a partir de setembro, foi coerente com o clima de incertezas e com a deterioração das expectativas de investimentos, advindas da crise econômica internacional. Já nos últimos meses de 2008, delineou-se uma retomada, que teve continuidade a partir de março de 2009.

Construção civil o financiamento é a alma do negócio

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Construção: o “sonho” da casa própria e os bancos

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Edição: Ano 16 nº 10 - 2007

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A indústria da construção civil vive um período de franca recuperação desde o início do ano passado, beneficiando não só o mercado imobiliário, mas também o comércio de material de construção e os bancos.

No início de 2006, o Governo Federal lançou um pacote de medidas favorecendo a construção civil. Uma delas consistia na desoneração fiscal de alguns materiais de construção. A queda de preços foi decisiva na expansão do faturamento desses materiais. Conforme a Abramat, os resultados acumulados das suas vendas no mercado interno, no período jan.-ago./07, superaram em mais de 12% os atingidos no mesmo período do ano passado.

O crescimento dos financiamentos habitacionais, entretanto, é o elemento mais importante nesse quadro. Além do fato de que a estabilidade econômica vem favorecendo o planejamento a longo prazo por parte das famílias, as condições de financiamento vêm sendo flexibilizadas neste ano. Assim, o conhecido “sonho da casa própria” parece ter-se aproximado do cidadão brasileiro empregado com carteira assinada, pois a renda familiar mínima exigida baixou, e os prazos de financiamento expandiram-se. Embora mais pessoas tenham acesso ao financiamento habitacional, não se pode esquecer que, com prazos maiores, a parte de juros paga pelo tomador aumenta bastante.

Esse crescimento sustentado da atividade construtiva traz, portanto, conseqüências positivas também para os bancos, que ampliam consideravelmente a oferta de crédito a taxas de juros ainda bastante atrativas. Sem contar que se trata de contratos com elevado grau de segurança para os bancos, tendo em vista não apenas a ampliação da garantia jurídica efetuada no ano passado, mas também o fato de o próprio imóvel ser dado como garantia.

Construção o “sonho” da casa própria e os bancos

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Crédito habitacional ajuda a recuperar construção civil

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Edição: Ano 15 nº 09 - 2006

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O comportamento da indústria da construção civil no RS, no primeiro semestre de 2006, aponta tendência à recuperação, quando comparado ao de igual período de 2005, aproximando-se do desempenho de 2004. Conforme o Sinduscon-RS, houve um crescimento de 4,13% no índice de atividade da construção, no primeiro semestre do ano em curso, em relação ao anterior, sendo que o consumo de cimento cresceu 9,78%.

Essa situação pode ser atribuída a uma nova conjuntura do mercado imobiliário no Brasil, inaugurada com o lançamento, em fevereiro, de um “pacote” de incentivos à construção habitacional por parte do Governo Federal. No essencial, trata-se da liberação de R$ 8,7 bilhões para financiamentos do SFH e da isenção/redução de IPI de materiais de construção da cesta básica. Com a relativa estabilidade do nível geral de preços na economia, as classes médias sentem-se encorajadas a se engajar em compromissos de longo prazo. Por outro lado, tendo-se reduzido a inadimplência, os bancos privados passaram a se interessar mais pelo crédito imobiliário, que recebeu maiores garantias jurídicas.

O desempenho do setor da construção poderia ter um crescimento sustentado, se o acesso massivo ao crédito habitacional fosse, de fato, disponibilizado em condições adequadas às camadas da população com renda mensal de até cinco salários mínimos, que é onde se concentra 92% do déficit habitacional brasileiro.

Índice de atividade da construção civil do RS — 2004/06

FONTE : Sinduscon-RS.

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