Textos com assunto: índice de vulnerabilidade social

Vulnerabilidade social nos Coredes do Rio Grande do Sul

Por:

Edição: Ano 25 nº 01 – 2016

Área temática:

Assunto(s): ,

O Atlas da Vulnerabilidade Social nos Municípios Brasileiros, divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) em setembro último, permitiu um mapeamento da vulnerabilidade social (VS) para todos os 5.565 municípios brasileiros. Com o objetivo de oferecer uma caracterização da exclusão e da VS no País, foi criado o Índice de Vulnerabilidade Social (IVS) a partir da média aritmética de três subíndices: IVS Infraestrutura Urbana, IVS Capital Humano e IVS Renda e Trabalho.

Os municípios que apresentam IVS entre 0 e 0,200 são considerados como de muito baixa VS; valores entre 0,201 e 0,300 indicam baixa VS; os que apresentam IVS entre 0,301 e 0,400 são de média VS; entre 0,401 e 0,500 são considerados de alta VS; e valores entre 0,501 e 1 indicam que o município possui muito alta VS. Com o objetivo de analisar a situação nos municípios do Rio Grande do Sul, foram calculadas as médias do IVS e de seus subíndices para os Conselhos Regionais de Desenvolvimento (Coredes), ponderadas pela população dos seus respectivos municípios.

A faixa centro-norte do território gaúcho concentra os Coredes de muito baixa VS, sendo eles, em ordem dos menores índices (melhores) para os maiores (piores): Vale do Taquari, Serra, Fronteira Noroeste, Paranhana-Encosta da Serra, Hortênsias, Vale do Caí, Noroeste Colonial e Alto Jacuí. Os demais Coredes apresentam baixa VS, sendo eles, seguindo a mesma ordem: Produção, Central, Norte, Litoral, Vale do Rio Pardo, Missões, Vale do Rio dos Sinos, Jacuí-Centro, Vale do Jaguari, Nordeste, Fronteira Oeste, Sul, Rio da Várzea, Celeiro, Campanha, Campos de Cima da Serra, Centro-Sul, Metropolitano Delta do Jacuí, Alto da Serra do Botucaraí e Médio Alto Uruguai.

O Médio Alto Uruguai era o único Corede que, em 2000, apresentava alto IVS e foi o que registrou a maior queda no índice, passando a apresentar um IVS baixo em 2010. Somente os IVS dos Coredes Produção e Central não melhoraram de classe no período 2000-10, permanecendo na faixa de baixa VS. O Corede Serra possuía o melhor IVS em 2000, mas foi o que obteve a menor queda no índice e acabou perdendo o posto para o Vale do Taquari.

O IVS Infraestrutura Urbana é calculado a partir de indicadores de abastecimento de água e esgotamento sanitário inadequados, inexistência de coleta de lixo e mobilidade urbana precária (este último com dados apenas de 2010). Todos os Coredes apresentam IVS Infraestrutura Urbana muito baixo, à exceção do Metropolitano Delta do Jacuí, que se manteve na faixa média em 2000 e 2010.

O IVS Capital Humano é obtido a partir de indicadores de mortalidade infantil, de crianças que não frequentam a escola, de adolescentes com filhos, de mães com pouca escolaridade chefes de família, de analfabetismo de jovens e adultos, de baixa escolaridade e de jovens de famílias de baixa renda que não estudam nem trabalham. Os Coredes caracterizados na faixa de alto IVS Capital Humano em 2000 passaram para médio em 2010, e os caracterizados na faixa médio passaram para baixo, com exceção do Corede Hortênsias, que permaneceu na faixa média nos dois anos.

O IVS Renda e Trabalho considera em sua composição famílias de baixa renda, desocupação, ocupação informal com baixa escolaridade, pessoas de baixa renda dependentes de idosos e atividade de adolescentes. O IVS Renda e Trabalho foi o que apresentou mais positiva evolução no período 2000-10, com os Coredes passando das classes baixa, média, alta e muito alta para as classes muito baixa, baixa e média. Apenas o Corede Serra apresentava IVS Renda e Trabalho baixo em 2000, passando para muito baixo em 2010. Já os Coredes Celeiro e Médio Alto Uruguai classificavam-se em muito alto, passando para médio em 2010.

Ao mesmo tempo em que a totalidade dos Coredes apresentou uma melhora nos quatro indicadores no período 2000-10, foi também constatada uma redução das disparidades dos IVS entre os Coredes, já que os municípios de maior VS foram os que apresentaram as maiores quedas e os municípios de menor VS apresentaram as menores quedas nos indicadores.

Drope4

Compartilhe

Vulnerabilidade e prosperidade social na Região Metropolitana de Porto Alegre

Por:

Edição: Ano 24 nº 12 – 2015

Área temática:

Assunto(s): , ,

O Índice de Vulnerabilidade Social (IVS) das regiões metropolitanas (RMs) brasileiras, divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) em outubro de 2015, apresentou um mapeamento da exclusão e da vulnerabilidade social para as principais RMs do País. A Região Metropolitana de Porto Alegre (RMPA), com um IVS na faixa de vulnerabilidade baixa (0,270), foi a de menor índice em 2010. A dimensão Renda e Trabalho, que, além de indicadores quanto à insuficiência de renda, inclui fatores relacionados ao fluxo de rendimentos — desocupação, ocupação informal, dependência de idosos, trabalho infantil —, foi a de melhor performance em todas as RMs, no período 2000-10. Nessa dimensão, a RMPA passou de vulnerabilidade média (0,331) em 2000 para muito baixa (0,190) em 2010. Na dimensão Capital Humano, que inclui indicadores de saúde e educação, determinantes para as condições futuras de inclusão social, a RMPA também registrou melhora, passando de um nível de vulnerabilidade alto (0,402) para um nível baixo (0,266). A dimensão Infraestrutura Urbana apresenta uma limitação, devido à inexistência de dados no Censo 2000 para mobilidade, refletindo apenas a variação nas condições de serviço de saneamento básico dos domicílios, entre 2000 e 2010. Entretanto, destaca-se que, em relação à mobilidade, na RMPA, em 2010, 14% da população ocupada de baixa renda levava uma hora ou mais no deslocamento entre a casa e o trabalho.

Por fim, com o cruzamento do IVS com o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), observa-se que a RMPA alcançou um nível de Prosperidade Social muito alto, dado que, em 2010, registrou um baixo nível de vulnerabilidade social associado a um alto nível de desenvolvimento humano.

tabela-drop3

Compartilhe