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Trabalhadores maduros: maior estabilidade, mas com dificuldades para conseguir ocupação

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Edição: Ano 16 nº 09 - 2007

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O tempo de permanência no trabalho é um dos indicadores que caracteriza o grau de estabilidade no mercado de trabalho. Em 2006, na Região Metropolitana de Porto Alegre, o maior tempo médio de permanência entre os trabalhadores ficou por conta dos mais maduros (40 anos ou mais), os quais apresentavam, em média, 118 meses de permanência no trabalho (quase 10 anos), mais do que o dobro do tempo de permanência dos trabalhadores de 25 a 39 anos (51 meses) — cerca de quatro anos — e muito superior ao daqueles entre 10 e 24 anos (18 meses). Esses resultados parecem confirmar algumas vantagens relativas aos trabalhadores com mais idade — mais experiência, conhecimento e responsabilidade —, não obstante eles tenham que reciclar sua formação para responder às novas necessidades, face às mudanças introduzidas na organização do trabalho, a partir dos anos 90.

Contrapondo essa condição mais favorável, a dificuldade de conseguir uma ocupação parece ser bem maior para esses trabalhadores, uma vez que o tempo médio despendido na procura por trabalho, além de ser o mais longo, aumentou mais da metade no período analisado. Assim, em 1993, um desempregado com 40 anos ou mais despendia, em média, sete meses na busca de uma ocupação, passando, em 2006, para 11 meses (quase um ano). Já para os mais jovens, de 25 a 39 anos, o tempo médio de procura por trabalho, no mesmo período, passou de seis meses para nove, e, para os de 10 a 24 anos, de cinco meses para oito.

Tendo em vista o processo de envelhecimento da população na RMPA, o atendimento das necessidades desse segmento mais maduro vem interpondo desafios, especialmente quanto à maior absorção dessa mão-de-obra.

Trabalhadores maduros maior estabilidade, mas com dificuldades

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