Textos com assunto: idese

O papel do Bloco Educação na elevação do Idese durante o período 2010-12

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Edição: Ano 24 nº 03 - 2015

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A recente ênfase das políticas públicas na educação infantil parece estar gerando resultados no Brasil e no RS. Os dados do Índice de Desenvolvimento Socioeconômico (Idese) do Estado mostram que a elevação das matrículas na pré-escola teve papel importante no período 2010-12.

O Idese é um índice sintético de desenvolvimento composto por três blocos (Educação, Renda e Saúde) e divulgado anualmente pela FEE. Os últimos dados divulgados mostram elevação de 0,727 para 0,744 no índice geral no período 2010-12 (1,2% a.a.). O maior aumento foi no Bloco Educação, que passou de 0,654 para 0,685 (2,3% a.a. em 2010-12). A taxa de matrícula bruta na pré-escola foi o destaque, tendo-se elevado de 60,1% para 70,9% de acordo com estimativas da FEE.

A melhoria nos indicadores da pré-escola é bem-vinda. O Plano Nacional de Educação (2014-24) prevê atendimento escolar de 100% às crianças de 4 e 5 anos. Apesar do crescimento, ainda é necessário maior esforço para atingir a necessária universalização do atendimento.

Indicadores para o ensino fundamental avaliados no Idese também apresentaram melhora no período em questão. O sub-bloco ensino fundamental (EF), que conta com indicadores de qualidade, elevou-se de 0,669 para 0,680. Essa elevação foi fruto do desempenho dos estudantes gaúchos dos anos iniciais do EF na Prova Brasil. Relativa estabilidade foi verificada nos indicadores referentes ao ensino médio, além de uma pequena melhoria nos indicadores de estoque de escolaridade adulta.

drope6

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Idese: evolução no decênio 2000-09

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Edição: Ano 21 nº 05 - 2012

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O Índice de Desenvolvimento Socioeconômico (Idese) do Rio Grande do Sul, quando analisado ao longo do decênio compreendido entre 2000 e 2009, apresenta uma evolução crescente. Em toda a série, verifica-se uma variação gradual e consistente, quando se compara o Índice anual calculado contra o do ano imediatamente anterior.

O Idese é um índice sintético que envolve quatro blocos distintos (Educação; Renda; Saneamento e Domicílios; e Saúde), cada um com um número diferente de indicadores. Esses indicadores, ou subíndices, procuram avaliar o desenvolvimento econômico e social dos municípios do RS em diferentes dimensões. Ao longo do decênio 2000-09, o Idese teve uma variação positiva de 3,9%, partindo do valor de 0,747 em 2000 para 0,776 em 2009.

O Índice do bloco Educação, composto por quatro indicadores (taxas de analfabetismo de pessoas de 15 anos ou mais; taxa de abandono no ensino fundamental; taxa de reprovação no ensino fundamental; e taxa de atendimento no ensino médio), era de 0,838 em 2000 e passou para 0,870 em 2009, com uma variação de 3,8%. Houve progressos em todos os indicadores desse bloco, com exceção da taxa de reprovação. A taxa de analfabetismo teve uma redução de 6,65% para 4,60%; a taxa de abandono no ensino fundamental decaiu de 4,91% para 1,55%; e a taxa de atendimento no ensino médio (considerando a população do RS na faixa dos 15 aos 19 anos), que era de 46,75% em 2000, elevou-se para 59,65% em 2009. Por outro lado, a taxa de reprovação era de 13,94% e teve um leve aumento, para 14,48%. Apesar de o Índice do bloco Educação do RS estar acima de 0,8, o que garante o padrão de elevado desenvolvimento nessa área, pode ser inferido, a partir da avaliação dos indicadores que o compõem, a necessidade de continuidade dos avanços. A taxa de analfabetismo pode ser reduzida, tornando-se insignificante, como é o caso dos países mais desenvolvidos. Já a taxa de atendimento no ensino médio pode e deve progredir muito mais, pois cerca de 40% da população gaúcha entre 15 e 19 anos, tomada como a ideal para frequentar esse nível de ensino, se encontra sem atendimento. Quando se tomam como referência as nações mais desenvolvidas, a taxa de atendimento no ensino médio é superior aos 90% na faixa etária dos 15 aos 19 anos.

Já o Índice do bloco Renda, integrado por duas variáveis (PIB per capita e VAB per capita do comércio, alojamento e alimentação), tinha, em 2000, um valor de 0,738, que aumentou para 0,813 em 2009, tendo esse bloco também alcançado o padrão de desenvolvimento elevado. Deve ser ressaltado que a variação de 10,2%, registrada nesse bloco, foi a que mais contribuiu para o crescimento do Idese entre 2000 e 2009. Esse período caracterizou-se por altos e baixos na economia gaúcha, que oscilou entre períodos de expansão, como nos anos 2000-04 e 2006-08, e de retração, como nos anos 2005 e 2009. Mesmo assim, o saldo do decênio foi positivo no que se refere ao comportamento da renda e da produção estaduais. Isso teve uma importância decisiva na melhoria do Idese ao longo do período.

O bloco Saneamento e Domicílios indica que ficou estagnado o desenvolvimento socioeconômico do RS nessa dimensão. O valor do Índice era de 0,561 em 2000 e passou para 0,569 em 2009, variando apenas 1,4%. Cumpre destacar que mesmo esse tênue crescimento foi devido a uma pequena redução da média de moradores por domicílio, um dos indicadores que compõem o bloco. Esse indicador era de 3,34 em 2000 e caiu para 2,95 em 2009. Os outros dois indicadores que compõem o Índice, que são o percentual de domicílios abastecidos com água e o percentual de domicílios com esgoto sanitário, permaneceram constantes, porque são calculados com dados censitários, sendo os últimos disponíveis referentes ao ano 2000. A análise do Censo 2010 mostra alguma melhora nesses indicadores, embora ainda insuficiente para reverter o quadro médio de desenvolvimento.

O bloco Saúde, com três indicadores (percentual de crianças com baixo peso ao nascer; taxa de mortalidade de menores de cinco anos; e esperança de vida ao nascer), teve uma pequena queda (-0,2%). Seu valor era de 0,852 em 2000, caindo para 0,850 em 2009. A taxa de mortalidade de menores de cinco anos, que, em 2000, foi de 17,80 para cada 1.000 nascidos vivos, caiu, em 2009, para 13,49. Por outro lado, o percentual de crianças com baixo peso ao nascer, isto é, com menos de 2,5kg, teve aumento de 8,74% em 2000 para 9,27% em 2009. A rigor, a elevação nesse indicador impediu o avanço estadual do bloco Saúde. A expectativa de vida para o RS era de 72,0 anos em 2000 e, por ser um dado censitário, permaneceu com o mesmo valor em 2009.

Idese evolução no decênio 2000-09

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O perfil dos municípios mais desenvolvidos

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Edição: Ano 18 nº 08 - 2009

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No contexto da análise do Índice de Desenvolvimento Socioeconômico (Idese), é interessante verificar-se que padrões emergem quando se objetiva encontrar um perfil dos municípios mais desenvolvidos.

Nessa busca, calculou-se a correlação do Idese dos municípios gaúchos com indicadores tradicionais para o ano de 2006. A correlação entre dois indicadores indica o quão atrelado é o comportamento destes; onde, quanto maior é o valor da correlação, maior é a intensidade da associação.

Da análise dos dados, observa-se que o Idese, geralmente, é maior em municípios populosos, urbanizados, com mais mulheres do que homens – confirmando a tese demográfica de que, nas migrações intraestaduais, as mulheres predominam em relação aos homens, na procura por melhores condições de trabalho – e com mais pessoas com idade entre 20 e 49 anos, faixa etária que poderia ser interpretada como sendo o auge da idade ativa. No que diz respeito à economia, percebe-se também que, geralmente, o Idese é maior em municípios com PIBs maiores, mais dependentes dos serviços e da indústria e pouco dependentes da agropecuária.

No contexto acima, sintetizam-se as relações dos 496 municípios gaúchos em poucos indicadores. Contudo, quando se olha para outros anos ou apenas para os 10 municípios com maior Idese, chega-se aproximadamente às mesmas conclusões, o que corrobora as afirmações precedentes.

Essas características são importantes para se confirmar que não há fórmulas mágicas para alcançar as mais altas posições. A solução é priorizarem-se, de forma equilibrada, avanços econômicos e sociais, com ênfase na indústria, na prestação de serviços e na urbanização.

O perfil dos municípios mais desenvolvidos

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