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O emprego industrial em Gravataí e na RMPA: os efeitos do complexo GM

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Edição: Ano 17 nº 06 - 2008

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A instalação do Complexo Industrial Automotivo de Gravataí (CIAG) em julho de 2000 foi cercada de expectativas e de controvérsias, notadamente no que respeita à geração de empregos, por se tratar de uma indústria que utiliza tecnologia avançada, poupadora de mão-de-obra. A nova planta, ao se cercar de uma rede de fornecedores de primeira linha (os sistemistas) e de uma rede de prestadores de serviços auxiliares e de fornecedores de autopeças, insumos e matérias-primas para a General Motors (GM) e para os seus fornecedores, provocaria um efeito multiplicador sobre o emprego no município-sede da montadora e nos arredores, ou seja, na RMPA.

Considerando-se o ano de 1999, que antecede a vinda da montadora, e o de 2001, início do pleno funcionamento do CIAG, ocorreu, em Gravataí, um salto (98,5%) no contingente de empregados formais nos dois segmentos industriais em que a GM e os seus principais sistemistas estão enquadrados (fabricação de automóveis, caminhonetas e utilitários; fabricação de peças e acessórios para veículos automotores), enquanto, na RMPA, o incremento foi de 27,8%. No cômputo dos sete anos (1999 a 2006), o emprego cresceu 197,5% em Gravataí e 98,6% na RMPA, muito acima da indústria de transformação (64,4% em Gravataí e 24,7% na RMPA), que serve como um balizador. Gravataí passou, assim, de 6,1% do emprego formal na indústria de transformação da RMPA em 1999 para 8,0% em 2006, enquanto, nos segmentos produtivos observados, o Município avançou de 31,3% para 46,5%. Percebe-se, pois, que o impacto do complexo GM é bem menor fora de Gravataí.

O emprego industrial em Gravataí e na RMPA

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