Textos com assunto: Grãos

Safra de grãos 2013/2014: produção e escoamento

Por:

Edição: Ano 23 nº 04 – 2014

Área temática:

Assunto(s): ,

A atual safra de grãos de verão já está sendo colhida. Desde o plantio até meados de janeiro, um novo recorde brasileiro
era apontado, com uma produção 5,2% maior que a safra do ano passado, quando foram obtidas 187,44 milhões de toneladas. Agora, o sexto e mais recente levantamento da Conab, o de março, foi bem menos otimista: o Brasil deverá
colher uma safra apenas 0,7% maior.

Visto que a produção do Rio Grande do Sul beira os 16% da safra brasileira, esse resultado reflete, em parte, tanto a estiagem, recorrente no verão em importantes regiões produtoras gaúchas, como o excesso de chuvas ocorrido antes
dessa estação. Analisados separadamente, os principais grãos gaúchos de verão — arroz, feijão, milho e soja — poderão
apresentar redução ou baixos índices de crescimento da produção por motivos diversos. O arroz, mesmo sendo plantado mais cedo, enfrentou pesadas chuvas em novembro, o que afetou sua evolução normal em diversas áreas. As demais lavouras, como a soja, o milho e o feijão, enfrentaram altas temperaturas nas fases decisivas de evolução de seus cultivos,  de floração e de enchimento de grãos, o que ocasionou a queda de folhas e de vagens recém-formadas.

Mesmo com a indicação de perdas pontuais, a safra gaúcha de verão 2013/2014 poderá ser recorde, com um aumento de 4,4%, bem menor do que o previsto pela Conab em janeiro. Podendo chegar a colher 29,5 milhões de toneladas, o Rio Grande do Sul deverá enfrentar, a exemplo do resto do País, o antigo dilema de escoamento das safras.

Produtores e exportadores apontam que a deficiente logística brasileira e a dificuldade na modernização dos portos poderão resultar na perda de competitividade das culturas e no cancelamento de contratos. O Programa de Investimentos em Logística, coordenado pela Empresa de Planejamento e Logística (EPL), que prevê investimentos da ordem de R$ 212,3 bilhões para desenvolver modais de transporte, pretende obter mudanças estruturais imediatas, para que o Brasil possa, no médio prazo, transportar grandes e frequentes safras recordes.

Safra de grãos 2013 2014 produção e escoamento

Compartilhe

Projeções para a safra gaúcha de grãos em 2013/2014 — recordes à vista?

Por:

Edição: Ano 22 nº 12 – 2013

Área temática:

Assunto(s): ,

O segundo levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para a safra 2013/2014, divulgado em novembro, revelou a expectativa de novos recordes de produção de grãos no Brasil. No Rio Grande do Sul, projeta-     -se que a safra de grãos supere, pela primeira vez, a marca de 30 milhões de toneladas, o que representaria um crescimento de até 8,5% em relação à safra 2012/2013.

O crescimento esperado para a produção gaúcha deve-se, sobretudo, ao incremento na área plantada, que pode ser 5,8% superior à observada na safra anterior. A cultura da soja é o principal destaque individual, respondendo por mais de 60% da expansão da área plantada com grãos no Estado. Projeta-se que nenhuma das principais culturas temporárias sofra retração na área plantada na safra 2013/2014. Embora ainda não se disponha de estimativas precisas sobre as mudanças no uso do solo entre as regiões, parece estar acentuando-se a tendência — observada nos últimos anos — de espraiamento da cultura da soja em direção às Mesorregiões Sudeste e Sudoeste. A maior rentabilidade da oleaginosa tem incentivado seu avanço em áreas tradicionalmente destinadas à pecuária nessas regiões.

O resultado econômico da produção de grãos no Rio Grande do Sul ainda é incerto. A safra gaúcha de trigo, em fase final de colheita, promete ser a segunda maior da história, e o nível apertado de oferta do produto no mercado internacional contribuiu para a alta dos preços domésticos. Mesmo com o recente recuo, espera-se que os preços pagos ao produtor permaneçam acima da média observada em 2011 e 2012.

Para as culturas de verão, o quantum e o valor da produção estão sujeitos a maiores variações. Em se tratando da produtividade, as estimativas são apenas indicativas, calculadas a partir da média de anos anteriores. Portanto, esses números tendem a ser corrigidos ao longo do desenvolvimento das culturas, segundo as condições climáticas e fitossanitárias que se apresentarem.

No que se refere aos preços, as novas estimativas de oferta e demanda, divulgadas no início de novembro pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), contribuíram para a elevação temporária das cotações internacionais do milho e da soja. As importações chinesas da oleaginosa devem crescer na faixa de 15% no ano comercial 2013-14, movimento já precificado pelo mercado. Contudo, em se confirmando a elevação na relação estoque/uso global desses produtos, ainda existe espaço para a redução dos preços internacionais no curto e no médio prazo.

A desvalorização do real frente ao dólar contribuiu para a melhor sustentação dos preços recebidos pelos produtores brasileiros, principalmente de soja e trigo. Ainda assim, é provável que três dos quatro principais grãos produzidos no Rio Grande do Sul sejam comercializados a preços inferiores aos observados no último ano. Comparando os preços médios (em R$) vigentes em novembro de 2013 com os observados no mesmo período de 2012, segundo dados da Conab, percebe-se que a queda nos preços foi superior ao aumento projetado para a produção de soja, milho e arroz.

Portanto, dificilmente o valor da produção da safra gaúcha verificado no período anterior será superado na safra 2013/2014. Ainda assim, na ausência de quebras significativas de produtividade, os efeitos indiretos da expansão da produção agrícola tendem a ser relevantes para a economia do Estado. Os produtores (gaúchos e brasileiros) continuam capitalizados e propensos à realização de novos investimentos, seja para a renovação e ampliação do maquinário utilizado na preparação do solo e na colheita, seja para a armazenagem de grãos.

Projeções para a safra gaúcha de grãos em 2013 2014 — recordes à vista

Compartilhe

Brasil alcança limite da capacidade de armazenagem

Por:

Edição: Ano 20 nº 06 - 2011

Área temática:

Assunto(s):

Nos últimos anos, o Brasil exibe colheitas cada vez mais abundantes. Os resultados recordes nas mais recentes safras de grãos vêm agravando as dificuldades de movimentação e armazenagem desses produtos. A falta e a inadequação de unidades armazenadoras têm provocado o aumento das perdas pós-colheitas. Isso pode induzir à queda nos preços recebidos pelo produtor, devido à necessidade de imediata comercialização, impedindo a obtenção de maiores ganhos com a entressafra.

No gráfico comparativo entre a produção e a capacidade estática de armazenagem no Brasil para as últimas seis safras de grãos (arroz, milho, feijão, soja, sorgo e trigo), os dados revelam uma tênue diferença entre os volumes produzidos e a capacidade de estocagem, apontando um provável esgotamento da capacidade de armazenagem.

Outro fator não menos importante, dado o crescimento da produção de mercadorias não tradicionais (transgênicos ou novos grãos, como canola, milheto, triticale), refere-se à necessidade imediata de separação e estocagem desses produtos em armazéns específicos, ainda não convenientemente construídos. Cabe lembrar que o Brasil ocupa o segundo lugar em área cultivada (25 milhões de hectares) com organismos geneticamente modificados, atrás somente dos EUA (67 milhões de hectares), segundo o Serviço Internacional Para Aquisição de Aplicações Agrobiotecnológicas (ISAAA).

Brasil alcança limite da capacidade de armazenagem

Compartilhe

Previsão otimista para a safra de grãos no RS

Por:

Edição: Ano 19 nº 05 - 2010

Área temática:

Assunto(s): ,

As estimativas para a safra de grãos (arroz, feijão, milho, soja e trigo), no RS, em 2010, mostram que será uma das melhores dos últimos anos, caso não haja alteração significativa nas condições climáticas. O último Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA-IBGE) disponível (março de 2010) prevê uma produção total de grãos de 23.844.628 toneladas, volume 8,4% superior ao da safra do ano anterior

Esse crescimento ocorre, fundamentalmente, pelo desempenho das culturas de soja e milho, ambas com aumento no volume produzido em torno de 24%. Como são culturas de verão e suas colheitas se encontram em fase adiantada (bem mais da metade colhida), dificilmente problemas climáticos poderão alterar essa previsão. Deve-se salientar que a produção dessas culturas representa mais da metade da safra de grãos e se dá com um acréscimo expressivo de produtividade em ambas: 39,57% no milho e 19,07% na soja.

Em sentido inverso, encontram-se as culturas de arroz e feijão, a primeira com queda de produção de 13,36% e a segunda com 8,0%. As chuvas do início do ano são a principal justificativa para o fraco desempenho notadamente do arroz, cuja produtividade tem variação negativa em relação à safra passada: -7,98%.

O trigo, por não ser cultura de verão, tem ainda previsão semelhante à do ano anterior.

Considerando que essas cinco culturas representam em torno de dois terços do valor de produção da agricultura gaúcha, estima-se ótima perspectiva para o setor no corrente ano. Como o desempenho da economia gaúcha tem alta correlação positiva com o da sua agricultura, dado o poder de encadeamento com as demais atividades, isso irá repercutir positivamente em toda a economia do Estado.

Previsão otimista para a safra de grãos no RS

Compartilhe

Perspectiva otimista para a safra gaúcha de grãos

Por:

Edição: Ano 16 nº 04 - 2007

Área temática:

Assunto(s): ,

Desde o ano de 2003, quando a safra de grãos do RS alcançou um pico de produção, não se percebe tanto otimismo na agricultura como agora. A perspectiva de uma excelente safra, com volume de produção próxima à daquele ano, entusiasma, pois é o início da recuperação econômica dos produtores, com reflexo direto na economia.

Com base nas informações divulgadas pelo IBGE, a previsão para a safra gaúcha de grãos é de incremento significativo. Se os números se confirmarem, será a segunda maior safra da história recente do Estado, só inferior à de 2003. Com exceção do arroz, todos os outros grãos — milho, soja, feijão e trigo — apresentam crescimentos significativos na produção e no rendimento médio. Destaca-se a cultura do milho, que, com redução de 2,7% em área, apresentou ganhos de produtividade da ordem de 25%. Deve-se esclarecer que as informações sobre a cultura de trigo são de intenção de plantio, uma vez que a semeadura se inicia somente em maio.

O que se observa nas informações da safra de grãos 2006/2007 é que, embora com redução na área de algumas culturas ou com leve movimento ascendente em outras, o rendimento médio da produção por área colhida teve incrementos significativos, sendo parte desse resultado devida, principalmente, à excelente condição climática.

Perspectiva otimista para a safra gaúcha de grãos

Compartilhe

Safra de grãos 2005/06: as primeiras estimativas

Por:

Edição: Ano 14 nº 11 - 2005

Área temática:

Assunto(s): , ,

Segundo o Ministério da Agricultura, as primeiras estimativas com relação à safra brasileira de grãos 2005/06 indicam uma tendência à redução da área plantada em torno de 5%. Essa é uma avaliação preliminar, baseada no contexto de redução da renda dos produtores decorrente da elevação dos custos, da retração nos preços de comercialização e da queda na produção, devido à seca que atingiu algumas regiões do País na safra 2004/05.

No caso do Rio Grande do Sul, as estimativas preliminares da Emater indicam uma redução da área plantada com arroz e soja e um aumento da cultivada com milho. Os primeiros números sobre a intenção de plantio de arroz no Estado mostram uma diminuição em torno de 4% na área plantada. A retração esperada era até maior, tendo em vista os preços recebidos pelos produtores, que são os mais baixos dos últimos 10 anos. Com relação ao milho, há um movimento de reversão da tendência apresentada nos últimos anos, com as estimativas indicando um aumento de quase 15% na área cultivada. Movimento contrário é o apresentado pela área cultivada com soja. Tendo em vista os prejuízos acumulados por essa cultura nos últimos dois anos, no Rio Grande do Sul, especialmente os decorrentes da forte estiagem na safra 2004/ 05, e os baixos preços obtidos na comercialização da mesma safra, a tendência seria de uma forte redução da área plantada. No entanto, as primeiras estimativas apontam uma redução de apenas 4% da área, mas aliada a uma significativa diminuição na utilização de insumos.

Safra de grãos 2005 06 as primeiras estimativas

Compartilhe

As perdas das exportações gaúchas com a suspensão das vendas para a China

Por:

Edição: Ano 13 nº 09 - 2004

Área temática:

Assunto(s): , ,

A concentração dos contratos de exportação de soja em grão para a China nos primeiros meses de 2004 fez com que o Rio Grande do Sul fosse o estado mais atingido pelas restrições estabelecidas por aquele país com relação à soja brasileira, a partir de maio. De janeiro a julho de 2004, as exportações gaúchas de soja em grão para a China representaram em torno de 70% do total exportado do grão pelo Estado. A versão chinesa para as restrições decorreria do fato de terem sido encontrados grãos com vestígios de fungicidas — usados para o tratamento de grãos a serem utilizados para o plantio — misturados ao produto oriundo do Brasil, tornando-o impróprio para consumo. Outra explicação seria que os embargos à soja brasileira decorreriam das recentes restrições creditícias naquele país, que, ao encarecerem e limitarem a obtenção de capital de giro pelas empresas, estariam ou comprometendo as margens de lucro das indústrias esmagadoras chinesas ou restringindo a escala de funcionamento das mesmas.

Nos meses anteriores à deflagração da crise, chegou-se a ter um mês em que a totalidade das exportações gaúchas de soja em grão teve a China como destino. A configuração da crise, num primeiro momento, com os navios carregados de soja, oriundos do Rio Grande do Sul, sendo proibidos de descarregar nos portos chineses e a subseqüente suspensão dos embarques para aquele país no porto de Rio Grande, praticamente paralisou as exportações gaúchas de soja em grão em junho. De acordo com os dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, da Indústria e do Comércio (Secex), os efeitos dessa crise para o Estado só ficaram bem claros no mês de julho: enquanto a quantidade
média exportada pelo Rio Grande do Sul para a China, nos seis primeiros meses de 2004, foi de 151 mil toneladas por mês, esse volume caiu, no mês de julho, para apenas 500 toneladas. Em termos de perda de receita para o Estado, tem-se que, no primeiro semestre de 2004, o volume de soja vendido para a China rendia, em média, US$ 43 milhões mensais. Em julho, a receita obtida com essas exportações caiu para US$ 155 mil.

Além dessas perdas, a concentração dos negócios do Rio Grande do Sul com a China acabou por dificultar, frente à crise instalada com aquele país, a colocação da soja gaúcha em outros mercados. Mesmo assim, os dados relativos ao mês de julho já refletem a estratégia dos exportadores do Estado de procura de novos mercados para compensar a redução das vendas do grão para a China. Em julho, foram enviadas 78 mil toneladas para a Tailândia, 59 mil para a Holanda e pouco mais de 5 mil toneladas para o Egito, países estes que ou não compravam soja do Rio Grande do Sul, ou importavam do Estado quantidades pouco significativas. Apesar dessas vendas, o total mensal exportado pelo Estado ficou em menos da metade do total exportado nos meses anteriores.

As perdas das exportações gaúchas com a

Compartilhe

RS acompanha Brasil e aumenta área plantada de grãos

Por:

Edição: Ano 11 nº 11 - 2002

Área temática:

Assunto(s): ,

Segundo previsão feita pela Conab com base na intenção de plantio, o Brasil deverá aumentar sua área cultivada em até 4%, gerando uma previsão inicial de colheita recorde, entre 105 e 110 milhões de toneladas de grãos na safra 2002/2003. No Estado, a área plantada das quatro principais culturas de verão pode aumentar em até 5%, e, mantidas as perspectivas de produtividade, a produção dos quatro grãos deverá ficar entre 18,04 e 18,43 milhões de toneladas.

A área plantada de arroz deverá incrementar-se em até 2%, elevando a produção para algo entre 11,07 e 11,28 milhões de toneladas, caso se concretizem os avanços na produtividade de 2,5% esperados pela Conab. Quanto ao feijão, sua área deve crescer como reflexo do bom preço que o produto vem encontrando no mercado, embora sua produtividade deva permanecer a mesma do ano anterior.

Preços bons também terão influência sobre o avanço da soja em terras antes destinadas ao pousio e/ou a outras culturas. Preços favoráveis no mercado mundial e a alta do dólar refletir-se-ão também no RS, que aumentará sua área cultivada de 7% a 9% e a produção entre 7,58 e 7,75 milhões de toneladas da oleaginosa, dado um aumento esperado de produtividade de até 39%. No RS, espera-se que até 70 mil hectares que antes eram cultivados por milho sejam substituídos por soja, diminuindo a área plantada do primeiro em até 5%. Entretanto sua produção deverá crescer mais de 20%, como resultado de uma previsão de aumento da produtividade de quase 26% para 2002/2003.

RS acompanha Brasil e aumenta área plantada de grãos

Compartilhe