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Fertilizantes no Brasil: dependência das importações

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Edição: Ano 17 nº 09 - 2008

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As importações de fertilizantes no Brasil representaram, em 2007, 74% do suprimento desses produtos. O consumo nacional de nitrogênio foi suprido em 75% com importações; o de fósforo, em 51%, e o de potássio, em 92%. De acordo com a Associação Nacional Para Difusão de Adubos (ANDA), entre janeiro e julho de 2008, a quantidade de fertilizantes entregue ao consumidor final cresceu 19,94% em relação a igual período do ano anterior, enquanto a produção nacional de fertilizantes intermediários cresceu 5,07%, e a importação desses mesmos produtos aumentou 12,40%.

Constata-se um aquecimento no consumo mundial de fertilizantes, uma vez que países como China e Índia elevaram a demanda por razões de segurança alimentar, e os EUA têm necessidade de produzir mais grãos para fins alimentares, competindo com a produção de etanol com base no milho. No Brasil, o aumento na produção de grãos, cereais e fibras e também a produção de etanol, através da cana-de-açúcar, contribuem para que o consumo seja crescente.

Dessa forma, a dependência do Brasil das importações de fertilizantes, face à insuficiência da oferta mundial desses produtos em um mercado de commodities aquecido, reflete-se no movimento de alta nos preços dos mesmos. Assim, no País, enquanto o Índice de Preços por Atacado (FGV-IPA-10) aumentou 19,82% entre janeiro de 2007 e julho de 2008, o IPA Fertilizantes (FGV-IPA-OG-Fertilizantes) apresentou expressivo crescimento de 150,92%. Essa tendência gera preocupação nos produtores, com a elevação dos custos de produção e a possível diminuição da rentabilidade, e no Governo, pela necessidade de propor novas políticas públicas, aliadas a estratégias privadas, que venham a amenizar, no médio prazo, tamanha dependência e aprimorar o funcionamento desse mercado.

Fertilizantes no Brasil dependência das importações

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