Textos com assunto: Estatística

Taxas de homicídios nos municípios do RS para os anos de 2002 e 2010

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Edição: Ano 22 nº 01 - 2013

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Os dados da Secretaria de Segurança Pública do RS relativos às taxas de homicídios nos municípios gaúchos, para os anos de 2002 e de 2010, nos possibilitam fazer alguns comentários.

Analisando a tabela, verificamos que, entre os anos citados, houve estabilidade na taxa global de homicídios do Estado. Em 2002, ocorreram 1.591 homicídios no RS, o que dá uma taxa de 15,4 por 100.000 habitantes. Em 2010, foram computados 1.653 homicídios em todo o Estado, resultando em uma taxa de 15,43 para cada grupo de 100.00 habitantes. Para efeito de comparação, a taxa de homicídios para o Brasil, segundo dados do Sistema de Informações de Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde, foi de 28,5 por 100.000 habitantes em 2002 e de 26,2 para o ano de 2010. Isso resulta em uma queda de 8,1%, aproximadamente.

A tabela está dividida em oito classes diferentes de municípios, segundo o porte demográfico dos mesmos. Para a classe de municípios de até 5.000 habitantes, a taxa média de homicídios registrada para o ano de 2002 foi de 5,04 e de 8,84 para o ano de 2010. Isso resulta numa variação de 75,24%, a maior entre as classes. Tal variação pode ser explicada porque muitos municípios dessa classe apresentam taxa anual de homicídios igual a zero. Quando registram um homicídio, suas taxas anuais aumentam exponencialmente.

A queda de 27,87% na taxa de homicídios para a classe de municípios de 10.000 a 20.000 habitantes foi a maior entre todas as classes especificadas.

Porto Alegre, que é o único município integrante da classe com mais de 500.000 habitantes, teve uma queda de 14,16% na taxa de homicídios, no período, indicando um recuo dos crimes letais contra a pessoa na capital gaúcha, entre os anos citados. Uma possível explicação para esse fenômeno seria uma combinação de aumento nas taxas de escolaridade e de aumento da renda da população portoalegrense entre os anos considerados.

Taxas de homicídios nos municípios do RS para os anos de 2002 e 2010

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Os números da agricultura familiar

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Edição: Ano 21 nº 01 - 2012

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Com base na definição de agricultura familiar adotada pelo Governo Federal para executar ações de políticas públicas, o Instituto Brasileiro de Economia e Estatística (IBGE) e o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) elaboraram as estatísticas desse segmento produtivo a partir do Censo Agropecuário de 2006. O resultado estatístico levado a efeito pelas duas instituições contribuiu para animar a discussão sobre o lugar e a inserção desses agricultores na sociedade brasileira. No caso sul-rio-grandense, os dados indicam que, nesse ano censitário, mais de 85% dos estabelecimentos agropecuários eram de agricultores familiares, nos quais se encontravam ocupadas quase um milhão de pessoas, em uma área de terras limitada a 30,6% da área agrícola estadual. O valor da produção desses agricultores representou 54% do valor de produção da agropecuária gaúcha, e a receita que eles obtiveram com a venda de seus produtos alcançou R$ 6,9 bilhões, ou quase 50% da receita gerada nos estabelecimentos agropecuários do Estado.

Esses dados, estatisticamente discriminados pela primeira vez, vêm fortalecer a ideia disseminada entre os estudiosos do tema sobre a importância do papel socioeconômico da agricultura familiar gaúcha.

Os números da agricultura familiar

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Aumenta o número de casos de tuberculose no Rio do Grande do Sul

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Edição: Ano 20 nº 10 - 2011

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No Brasil, a incidência de casos novos de tuberculose regrediu 16,4% de 1991 a 2008, o que levou a taxa de incidência a passar de 58 para 37 casos por 100.000 habitantes. No caso do Rio Grande do Sul, verificou-se uma queda bem menos acentuada, passando de 46 para 42 casos novos por 100.000 habitantes. Em números absolutos, no entanto, verificou-se um aumento de 10% da incidência de casos novos de tuberculose.

As taxas elevadas de incidência de tuberculose estão, geralmente, associadas a baixos níveis de desenvolvimento socioeconômico e a insatisfatórias condições de assistência, diagnóstico e tratamento de sintomas respiratórios, além da insuficiente cobertura da vacina BCG. Segundo o Ministério da Saúde, a importância de controlar a incidência de novos casos de tuberculose reside na redução do risco de um indivíduo vir a contrair tuberculose, em qualquer uma de suas formas clínicas, numa determinada população.

Convém destacar que as metas dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio da ONU para combater a pobreza extrema e a miséria preconizam que os governos, de acordo com a OMS, incluam nessa agenda o combate à tuberculose, a fim de reduzir pela metade o número de casos e de mortes até 2015. O tratamento exige persistência, condições de vida saudáveis, de moradia, saneamento e trabalho.

Aumenta o número de casos de tuberculose no Rio do Grande do Sul

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