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As cidades do RS despejam o esgoto nos rios

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Edição: Ano 17 nº 10 - 2008

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Todas as cidades do RS apresentam grande déficit de serviço de esgotamento sanitário. Além de as redes de esgoto atenderem apenas a uma parcela da população urbana, as estações de tratamento de esgoto (ETE) têm capacidade muito limitada, e, por isso, as águas residuais poluídas são despejadas nos mananciais. A Companhia Riograndense de Saneamento presta esse serviço em 43 cidades, beneficiando 18,1% dos moradores mas, apenas 13,3% do esgoto potencial ou total (equivalente ao volume de água consumida) é tratado, sendo 86,7% jogado às águas.

Nas cidades apresentadas na tabela, onde os governos municipais prestam esse serviço, o déficit é, em geral, menor, devido à maior cobertura das redes, apesar de a capacidade das ETE também ser restrita. Em Porto Alegre, a rede atende a 87,6% da população urbana, porém canaliza 85,7% das águas residuais poluídas para o Guaíba. Caxias do Sul escoa 93,5% do esgoto total, e Pelotas, 78,6%. Santana do Livramento destaca-se pela maior capacidade de tratamento (36,8%), e Bagé, pela mais elevada cobertura da rede, embora escoe sem tratamento 87,4% do esgoto. Nas demais cidades do RS, predomina a utilização de fossas sépticas. Portanto, os dados mostram o grande déficit de esgotamento sanitário nas cidades, especialmente de estações de despoluição, e que as redes despejam as águas poluídas nos mananciais, nos rios, nos lagos e no mar.

As cidades do RS despejam o esgoto nos rios

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