Textos com assunto: energia elétrica

Os desafios do setor elétrico do Brasil e do RS no período 2010-30

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Edição: Ano 20 nº 02 - 2011

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Tomando-se o cenário de referência do Plano Nacional de Energia, 2030 — com crescimento de 4,1% a.a. da economia brasileira e elasticidade-renda unitária do consumo de energia elétrica em contraponto a um crescimento do PIB do RS de 4,5% a.a. e elasticidade-renda de 1,1 — dentre os cenários propostos no ensaio Planejamento Prospectivo da Energia no RS — 2010-30, procedeu-se a uma atualização da questão sobre os desafios do setor elétrico, destacando-se algumas variáveis, como: a potência nominal, que, no caso brasileiro, se refere à capacidade instalada e, no gaúcho, inclui, ainda, parte da potência nominal brasileira disponibilizada pelo Sistema Interligado Nacional (SIN); a potência efetiva no tempo, que redunda no consumo de energia mais as perdas de transporte e geração; e o fator de carga, que expressa a relação de uso entre as potências mencionadas.

Disso tudo, conclui-se, para o período 2010-30, que: a potência nominal brasileira deverá aumentar 88,2%, considerando- se a diminuição das perdas globais, passando de 119.503MW para 224.919MW; o consumo de energia do Brasil acompanhará o crescimento da potência efetiva, 111%, passando de 522.166GWh para 1.101.728GWh; a potência nominal do RS deverá crescer 118,2%, parte em solo gaúcho e parte ofertada pelo SIN, mais que a brasileira, devido a seu fator de carga menor; o consumo de energia do RS deverá crescer 162,8%, passando de 31.286GWh para 82.224GWh, devido a uma elasticidade-renda maior que a brasileira.

O Plano Nacional de Energia, 2030 sintetiza os investimentos do setor elétrico, em 2005-30, em US$ 286 bilhões, sendo cerca de 59% para geração, 24% para transmissão e 17% para distribuição. Esse pode ser o tamanho do desafio.

Os desafios do setor elétrico do Brasil e do RS no período 2010-30

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Estrangulamentos, déficits e riscos do setor elétrico brasileiro em 2010 e 2011

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Edição: Ano 17 nº 04 - 2008

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O Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) cria um fato político, isso é inegável, pois ele envolve grande quantia de recursos para investimentos nos próximos anos. Dos seus R$ 503,9 bilhões em investimentos entre 2007 e 2010, 54,5% estão previstos para o setor energético, sendo R$ 78,4 bilhões para o setor elétrico. Dado esse quadro, a pergunta que se impõe é: o sistema elétrico corre risco de desabastecimento no período?

Em recente artigo publicado pelo IPEA, os autores estimam que o risco de desabastecimento deve saltar de 4,5% para 10,0% nos anos de 2010 e 2011, enquanto, para o Instituto Acende Brasil, o risco é de 8% a 14%. Em ambos os casos, a estimativa de risco é substancialmente superior ao limite de 5% admitido pela Operadora Nacional do Sistema. Tomando como base estudos anteriores, que estimam um crescimento do PIB de 4,2% a.a., e considerando uma elasticidade-renda da energia elétrica de 1,23, calcula-se um déficit de abastecimento de 9,7% e 14,3% para os mesmos anos. Utilizando-se a elasticidade-renda de 1,3 adotada pelo PAC, os déficits sobem de 10,9% para 16,0%.

Contribuem para essa composição a baixa agregação de usinas hídricas e a dificuldade de abastecer as térmicas a gás natural. Alternativamente, e na contramão, poderão ser mobilizadas as termelétricas a óleo combustível, a diesel ou a carvão mineral, com altos custos operacionais e ambientais.

No leito de uma possível crise na economia norte-americana, uma redução significativa na taxa de crescimento do PIB brasileiro poderá evitar o desabastecimento do setor, à custa de altos níveis de desemprego.

Estrangulamentos, déficits e riscos do setor elétrico brasileiro em 2010 e 2011

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Estrangulamentos do setor elétrico gaúcho

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Edição: Ano 14 nº 12 - 2005

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Cotejando-se a capacidade de geração de energia elétrica projetada até 2010, a partir de 2002, com os fluxos requeridos conforme cenarização da Matriz Energética do Rio Grande do Sul, para 2003 a 2020, podem-se projetar os estrangulamentos do setor elétrico gaúcho.

Os requerimentos de energia, se estimados com base em três hipóteses de crescimento da economia brasileira, e a geração de eletricidade, dentro da perspectiva histórica, indicam que os estrangulamentos do setor elétrico gaúcho se darão: (a) em 2018, se a taxa for de 2,5% a.a., em uma perspectiva conservadora; (b) em 2014, se a taxa for de 3,5% a.a., em uma perspectiva moderada; e (c) em 2011, se a taxa for de 4,5% a.a., em uma perspectiva otimista.

Cabe ponderar que, se ocorrerem altas taxas de crescimento da economia, haverá pressão sobre as unidades de geração de energia até a plenitude de suas capacidades, acarretando aumento dos custos de geração, quer pela maior participação das térmicas a carvão ou a gás, quer pela entrada de outras usinas menos econômicas.

Outro extremo seria o caso da disponibilidade irrestrita de energia elétrica do sistema interligado e da transferência vantajosa de seus excedentes ao Rio Grande do Sul, o que poderia configurar ociosidade das unidades de geração, onerando os custos sobre o capital fixo e ratificando sua condição de importador líquido, que se encontra em torno de 38%.

Dessa forma, o planejamento prospectivo permite discutir as bases de sustentação do desenvolvimento, alertando, com antecipação, para seus possíveis estrangulamentos e para as devidas correções necessárias.

Estrangulamentos do setor elétrico gaúcho

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