Textos com assunto: emprego público

Produção e emprego: os primeiros sinais da crise

Por:

Edição: Ano 18 nº 01 - 2009

Área temática: ,

Assunto(s): , , ,

O impacto da crise internacional sobre a indústria brasileira já se tornou perceptível no mês de outubro, tanto no âmbito da produção quanto no do mercado de trabalho. A produção física da indústria (IBGE), descontados os efeitos sazonais, recuou 1,7% em outubro frente ao mês anterior, uma retração generalizada que atingiu todas as quatro categorias de uso – bens duráveis (-4,7%), bens semiduráveis e não duráveis (-2,2%), bens intermediários (-3,0%) e, em menor escala, bens de capital (-0,5%). O RS alcançou o segundo pior desempenho entre os estados pesquisados – -5,5%.

A geração de empregos com carteira assinada (saldo da relação entre admissões e desligamentos), que vinha crescendo a taxas vigorosas em setores que estavam dinamizados por conta do crédito abundante, experimentou uma forte desaceleração em outubro frente a setembro, com um crescimento de apenas 0,2% no Brasil (CAGED/MTE), enquanto a indústria de transformação exibiu o pior resultado para o mês de outubro nos últimos 10 anos (adição de 8.730 empregos ou 0,1% em relação a setembro), com quatro segmentos relevantes apresentando taxas negativas. No RS, o nível do emprego celetista cresceu um pouco acima (0,4%), todavia a indústria de transformação suprimiu 1.169 postos (-0,2% frente a setembro), em decorrência, principalmente, dos cortes nas indústrias de calçados (-1,5%), borracha, fumo e couros (-0,8%) e mecânica (-0,8%).

Os dados sobre o emprego são um sinal de alerta para a crise, pois os rebatimentos no mercado de trabalho não costumam ser imediatos, como está acontecendo agora. Até esse momento, os indicadores são de desaceleração da economia, mas a ameaça de uma recessão técnica (dois trimestres consecutivos de crescimento econômico negativo) paira no ar.

Produção e emprego os primeiros sinais da crise

Compartilhe