Textos com assunto: crescimento demográfico

Estimativas da FEE apontam queda da taxa de crescimento da população gaúcha ao longo da década

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Edição: Ano 20 nº 08 - 2011

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Em novembro do ano passado, o IBGE divulgou os primeiros resultados do Censo 2010, apresentando o RS com 10,7 milhões de habitantes, correspondente a um crescimento populacional de 5% na última década (bem abaixo dos 12,3% da média nacional), sendo o Estado com menor crescimento no período.

Com o lançamento recente da Sinopse do Censo, foram divulgadas as populações abertas por município, sexo e, pela primeira vez para esse Censo, idade. Essa nova informação permitiu à FEE estimar, através de interpolação entre os Censos 2000 e 2010, a população de cada município, por sexo e faixa etária, para os anos de 2001 a 2009.

As estimativas apontam que, embora o crescimento populacional do RS tenha sido de apenas 0,49% ao ano na última década (o segundo Estado com menor crescimento foi a Bahia, com 0,71%), essa taxa foi ainda menor nos últimos anos. Conforme as estimativas, em 2001, o Estado cresceu 0,71%; em 2002, 0,55%; entre 2003 e 2008, a taxa decaiu gradualmente, até atingir um mínimo em 2008; e, em 2009 e 2010, teve um comportamento quase constante, apresentando um leve aumento. Assim, se forem analisados somente os últimos quatro anos, o crescimento médio anual foi de apenas 0,39%.

Enquanto os dados da amostra do Censo não são divulgados, as evidências indicam que essa redução da taxa se deve, sobretudo, à queda do número de nascimentos no Estado: ao se analisar o número de pessoas em cada idade entre zero e nove anos, pode-se estabelecer em qual período essas pessoas nasceram. O que o Censo mostra é que o número de pessoas com nove anos (nascidas entre 2 de agosto de 2000 e 1º de agosto de 2001) é maior que o de pessoas com oito anos (nascidas no ano seguinte), que é maior que o de pessoas com sete anos e assim sucessivamente até o número de pessoas com dois anos de idade. Após, há certa estabilidade, com leve alta no número de pessoas com zero e um ano.

Desconsiderando o saldo migratório (historicamente baixo no Estado) e dado que a quantidade de mulheres em idade fértil não se alterou significativamente no período, pode-se inferir que a principal razão da redução dos nascimentos e, consequentemente, da taxa de crescimento, está na queda da taxa de fecundidade.

Estimativas da FEE apontam queda da taxa de crescimento da

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RS é o estado brasileiro com menor crescimento populacional na última década

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Edição: Ano 20 nº 01 - 2011

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De acordo com os primeiros resultados do Censo de 2010, publicados pelo IBGE, o RS atingiu uma população de 10,7 milhões de habitantes em 1º de agosto de 2010, apresentando um crescimento populacional de 5,0% na última década, percentual muito abaixo dos 12,3% atingidos pela população brasileira no mesmo período. Com esse pequeno aumento, o RS é o estado brasileiro com menor crescimento populacional na primeira década do novo milênio. Contudo o Estado permanece sendo o quinto maior do Brasil em população, atrás de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia.

Para precisar exatamente os fatores que implicaram esse baixo crescimento, é necessário aguardar pelos dados populacionais por faixa etária e pelos resultados da amostra do Censo. Porém, através das PNADs realizadas ao longo da década e através de projeções feitas sobre o Censo de 2000 é possível inferir: o RS manteve-se entre os estados com menor taxa de fecundidade total no período (número médio de filhos por mulher durante seu período reprodutivo), possui uma das pirâmides etárias mais envelhecidas do País (possuindo, assim, menos mulheres em idade fértil) e, historicamente, apresenta um saldo migratório negativo.

Ao se compararem as regiões do Estado, permanece a tendência do período 1991-2000, quando houve uma migração das regiões norte, noroeste e oeste para as regiões leste e sudeste, porém com uma alteração: ao passo que, no período 1991-2000, o maior crescimento ocorreu na Região Metropolitana de Porto Alegre, no período 2000-2010, os maiores aumentos foram no litoral norte (onde o Município de Xangri-Lá atingiu o maior crescimento relativo do Estado, de 51,3%) e nas regiões serranas próximas a Caxias do Sul e Gramado. O município de Caxias do Sul apresentou o maior crescimento absoluto do Estado (75.000 habitantes), atingindo um aumento relativo de 20,8%. Em contrapartida, Porto Alegre é a capital brasileira que menos cresceu no país (3,6%), valor abaixo do obtido pelo Estado. Já a microrregião Porto Alegre (englobando outros 21 municípios próximos) cresceu 6,0%. Se retirarmos Porto Alegre, o aumento da microrregião foi de 7,5%, apontando um crescimento duas vezes maior da Região Metropolitana do que da Capital.

O Censo de 2010 apresentou o RS como o estado brasileiro com menor quantidade de habitantes por domicílio, confirmando uma tendência de diminuição desse valor desde o Censo de 1970. Na última década, a média passou de 3,35 para 2,98. A razão de sexos (número de homens por mulher) passou de 0,935 para 0,948, apresentando uma leve diminuição da proporção feminina na população, porém permanece havendo uma maior quantidade de mulheres. O percentual da população do RS residente em áreas urbanas (grau de urbanização) passou de 81,6% em 2000 para 85,1% em 2010. Contudo esse valor deve ser analisado com ressalva, tendo-se em vista que algumas áreas dos municípios que eram consideradas rurais em 2000 passaram a ser urbanas em 2010, sem haver alterações nas suas estruturas, mas, sim, por mudança de lei nos municípios.

RS é o estado brasileiro com menor crescimento

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O crescimento demográfico dos municípios do Litoral Norte

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Edição: Ano 15 nº 03 - 2006

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As estimativas populacionais de 2005 mostram um elevado crescimento demográfico nos municípios do Corede Litoral, fenômeno, aliás, que já vem ocorrendo desde a década de 80. No período 2000-05, esse crescimento foi da ordem de 2,6% ao ano, e, entre os Coredes, somente o Pararanhana-Encosta da Serra, com uma taxa de 2,8% ao ano, teve aumento superior ao do Litoral.

Na tabela, pode-se verificar que elevadas taxas de crescimento populacional ocorrem principalmente nos municípios balneários. Dado que as estimativas populacionais se referem somente aos moradores permanentes e que a taxa de ocupação dos domicílios da maioria dos municípios da orla, para o ano de 2000, ficava abaixo de um quinto (com exceção de Capão da Canoa, Tramandaí e Torres), conclui-se que muitos desses domicílios são ocupados somente nos meses de veraneio. Apesar de ser ainda baixa, essa ocupação tende a crescer, impulsionada pelo dinamismo do veraneio, que atrai mão-de-obra do setor serviços para o atendimento da população flutuante, e pela parcela da população aposentada, que passa grande parte do ano no litoral.

O crescimento demográfico dos municípios do Litoral Norte

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