Textos com assunto: Bebidas

Indústrias de alimentos e de bebidas retomam crescimento no RS

Por:

Edição: Ano 18 nº 12 - 2009

Área temática:

Assunto(s): ,

As indústrias de produtos alimentícios e de bebidas têm um peso importante na indústria de transformação do Estado, representando em torno de 17% tanto do Valor de Transformação Industrial como do emprego formal (dados de 2006).

O desempenho dessas duas atividades, em jan.-set./09, na comparação com igual período do ano anterior, aponta tendência de recuperação, mesmo que lenta. As taxas de variação da produção oscilaram bastante no período. Porém as linhas de tendência demonstram a retomada do crescimento para os dois segmentos.

O comportamento da produção de bebidas foi bastante irregular, com fortes oscilações, tendo-se mantido praticamente com taxas positivas de crescimento no período. Com a produção dirigida basicamente ao mercado doméstico, esse segmento apresenta boas perspectivas em função da sua sazonalidade.

Na indústria de alimentos, as oscilações foram menores, e as taxas foram negativas em sua maioria. Embora esse segmento se apoie solidamente no mercado interno, há uma parte importante da produção direcionada à exportação – sobretudo as carnes de aves e os produtos da soja -, que foi prejudicada pela crise internacional. Quanto ao mercado interno, não se identificou retração do consumo de alimentos em função da crise – até porque a renda média do consumidor brasileiro tem-se elevado -, mas cautela e seletividade foram atitudes do consumidor frente a uma conjuntura incerta. Isso se reflete no ritmo lento em que se expandiu a produção de alimentos no corrente ano.

É de se esperar que a proximidade do verão e das festas de fim de ano intensifique a produção de alimentos e de bebidas, de forma que essas atividades recuperem o crescimento anterior à crise. Os dados de setembro já sinalizam esse caminho.

Indústrias de alimentos e de bebidas retomam crescimento no RS

Compartilhe

Indústria de alimentos e bebidas com tendência favorável

Por:

Edição: Ano 16 nº 02 - 2007

Área temática:

Assunto(s): ,

As indústrias de produtos alimentares e de bebidas apresentaram elevadas taxas de crescimento da produção física da indústria de transformação do RS. Apesar da oscilação ocorrida durante o ano, a produção de alimentos cresceu 5,5% no acumulado jan.-nov./06, e a de bebidas, 8,5% no mesmo intervalo (PIM-PF-IBGE). Ambos os setores foram favorecidos, dentre outras razões, pelo aquecimento do consumo interno, propiciado pelo aumento do salário mínimo em percentuais superiores à inflação e por programas sociais, como o Bolsa-Família, atingindo uma faixa de renda com elevada propensão marginal a consumir. No caso de produtos alimentares, houve um estímulo suplementar oriundo da demanda externa.

No início do ano, a conjuntura do segmento exportador de carne de frango foi atingida por turbulências do mercado internacional, advindas de países da Europa e da Ásia, devido ao temor de contaminação pela gripe aviária. Isso, porém, não prejudicou a produção, já que o aumento do consumo interno compensou esse arrefecimento.

No segmento de laticínios, por sua vez, verificaram-se ampliação de instalações e criação de novas unidades em diversos municípios, com reflexos positivos sobre a produção de leite e de máquinas e equipamentos especializados, tendo em vista que os produtores de leite deverão adaptar-se aos requisitos de controle de qualidade no fornecimento da matéria-prima para as empresas.

O crescimento do gênero bebidas deve-se à ampliação do mercado de cerveja, impulsionado pela Copa do Mundo, por um inverno de temperaturas amenas e pela oferta de cervejas diferenciadas, tipo premium. A expansão do mercado de refrigerantes — sobretudo os diet — e de águas minerais responde, em particular, à preocupação do consumidor em garantir uma vida saudável. No caso da água mineral, adiciona-se o efeito das fortes estiagens, que modificaram o gosto da água corrente.

Indústria de alimentos e bebidas com tendência favorável

Compartilhe

Sazonalidade da indústria de bebidas no Estado

Por:

Edição: Ano 14 nº 02 - 2005

Área temática:

Assunto(s): ,

A produção de bebidas é um dos setores da indústria gaúcha que apresenta uma sazonalidade muito marcada. Quando se compara sua evolução anual com o mesmo setor em nível de Brasil, nota-se a repetida oscilação da curva da produção de bebidas do Rio Grande do Sul, que tem seu pico no mês de abril. Isso se deve à produção de vinhos. Tendo em vista que a colheita da uva se dá, geralmente, em fevereiro e considerando que a fruta não pode ser estocada, seu processamento deve ser efetuado de imediato, gerando a sazonalidade do gênero bebidas.

O comportamento desse gênero no Brasil apresenta, igualmente, uma influência sazonal — de envergadura bem menos significativa —, crescendo no segundo semestre e atingindo seu ponto máximo no início do verão, devido à produção de refrigerantes e cervejas. O Rio Grande do Sul seguiria praticamente a mesma trajetória, não fosse a peculiaridade de sua produção vinícola.

A importância da produção de vinhos no Estado expressa-se, por um lado, no fato de que o RS é o grande produtor brasileiro (em que pesem as experiências levadas a cabo em estados do Nordeste), responsável por mais de 90% do vinho nacional; por outro lado, na relevância desse produto dentro do gênero bebidas, onde a fabricação de vinho detém 50% do faturamento e 61% do número de estabelecimentos (Secretaria da Fazenda RS, 2001).

Resta saber como vai se comportar a produção de vinho no Estado, em 2005, em face, sobretudo, da forte estiagem dos últimos meses, que certamente trará conseqüências nefastas à safra da uva que está sendo colhida.

Evolução mensal do índice de produção física da indústria de bebidas no Brasil e no Rio Grande do Sul — jan./02-nov./04

FONTE: PIM/PF-IBGE.
NOTA: Índices de base fixa mensal sem ajuste sazonal (base: média de 2002 = 100).

Compartilhe