Textos com assunto: bancos

Os resultados expressivos dos bancos mantêm-se em 2005

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Edição: Ano 14 nº 09 - 2005

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Os bancos, no Brasil, vêm apresentando bons resultados nos últimos anos. A rentabilidade média do patrimônio líquido dos 70 maiores conglomerados financeiros do País em 2002, 2003 e 2004 foi de 15,68%, 19,01% e 15,2% respectivamente. No ano de 2005, essa situação deverá manter-se, pois, nos primeiros seis meses, o balanço divulgado por 13 bancos mostrou que o lucro líquido médio deles cresceu 41,58% em relação a 2004, enquanto a rentabilidade média no período ficou em 22,2%. Esse cenário foi devido, principalmente, ao crescimento do crédito nos segmentos de maior retorno — pessoa física e pequenas e médias empresas —, ao ganho com títulos públicos propiciado pelos juros elevados e ao aumento da receita de serviços.

A expressividade dos resultados alcançados pelos bancos, no Brasil, fica melhor dimensionada, se compararmos a rentabilidade das três maiores instituições financeiras privadas do País com os três maiores conglomerados financeiros norte-americanos. Enquanto Itaú, Bradesco e Unibanco apresentaram, no primeiro semestre do ano, rentabilidade de 35,60%, 34,9% e 21,40% respectivamente, Citigroup, JP Morgan Chase e Bank of America mostraram uma rentabilidade abaixo dos 20%, isto é, 18%, 19% e 18% respectivamente. Esses três grupos estão entre as cinco maiores instituições financeiras do mundo.

Para o segundo semestre de 2005, a perspectiva é que os resultados continuem elevados no setor bancário nacional, pois os fatores responsáveis pelos ganhos do primeiro semestre deverão manter-se.

Os resultados expressivos dos bancos mantêm-se em 2005

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Juros altos e desvalorização cambial propiciam boa rentabilidade aos bancos

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Edição: Ano 10 nº 12 – 2001

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No primeiro semestre de 2001, tal como havia ocorrido em 1999, a prática pelo Governo de uma política de taxa de juros elevada, aliada à desvalorização cambial ocorrida nesses períodos, favoreceu o resultado dos bancos.

Em 1999, a mediana da rentabilidade das instituições bancárias — medida pelo quociente entre lucro líquido e patrimônio líquido — foi de 16,6%, superior aos 11,7% em 1998. O lucro dos 100 maiores bancos, nesse ano, ficou em R$ 12,5 bilhões, enquanto no ano anterior havia sido de R$ 5,1 bilhões, um crescimento em torno de 145%. Quanto ao primeiro semestre de 2001, a rentabilidade dos intermediários financeiros atingiu 20%, a maior dos últimos 10 anos.

Os resultados acima refletem, principalmente, os ganhos de tesouraria, obtidos através da compra de títulos do Governo com taxas de juros elevadas, da aquisição de ativos públicos com correção cambial, objetivando a formação de hedge, e de operações com o dólar.

A série analisada mostra que a rentabilidade tem sido sempre boa. Nos anos em que o resultado dos bancos não foi puxado pelos ganhos de tesouraria, a rentabilidade, apesar de não ter sido tão elevada, foi apreciável, tendo sido influenciada por receitas mais tradicionais, como cobrança de tarifas por prestação de serviços, administração de recursos de terceiros, venda de produtos financeiros, do tipo previdência privada, seguros e capitalização.

Juros altos e desvalorização cambial propiciam boa rentabilidade aos bancos

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